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29ª Mostra de Cinema de Tiradentes faz da imaginação um gesto de soberania no cinema brasileiro

A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes abre o calendário audiovisual brasileiro entre 23 e 31 de janeiro e reafirma seu papel como uma das principais plataformas de lançamento, reflexão e difusão do cinema brasileiro contemporâneo. Em 2026, o evento reúne 137 filmes, sendo 43 longas-metragens e 93 curtas-metragens, todos em pré-estreia, espalhados em 21 mostras ou sessões especiais. Os títulos, entre produções e coproduções estaduais, vêm de 23 estados, o que reflete a diversidade e vitalidade da produção nacional. Há trabalhos de Rio de Janeiro (30 filmes), Minas Gerais (27), São Paulo (22), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (7), Ceará (7), Bahia (6), Goiás (5), Pará (4), Paraná (3), Paraíba (3), Distrito Federal (2), Rio Grande do Norte (2), Maranhão (2), Espírito Santo (2), Sergipe (2) e Amazonas (2), Amapá (1), Santa Catarina (1), Rondônia (1), Piauí (1), Mato Grosso (1) e Alagoas (1).

Ao longo de nove dias, a programação da Mostra reúne realizadores, críticos, estudantes, profissionais do audiovisual e público em geral em uma agenda intensa e inteiramente gratuita, que articula exibições, debates, encontros formativos e atividades de mercado. A 29ª edição mantém o compromisso histórico do evento com a renovação estética, o pensamento crítico e o fortalecimento das redes do cinema brasileiro contemporâneo. Em 2026, a Mostra se organiza em torno da temática “Soberania Imaginativa”, eixo curatorial que atravessa filmes, debates e atividades formativas.

A sessão de abertura acontece na noite de 23 de janeiro, no Cine-Tenda, com a exibição inédita do filme “O Fantasma da Ópera”, curta-metragem de Julio Bressane e Rodrigo Lima. Com 25 minutos de duração, o filme foi construído a partir de imagens captadas durante os intervalos de filmagem do longa-metragem inédito “Pitico”, estrelado por Paulo Betti. Embora dialogue com a tradição do making of, o curta se desloca para uma reflexão especulativa sobre a própria construção da imagem cinematográfica — traço central da estética de Bressane e de seu fascínio pela metalinguagem do processo de criação. A escolha do filme para a abertura ganha significado adicional por coincidir com a celebração dos 80 anos do cineasta, a serem completados em fevereiro.

A curadoria de filmes da Mostra é coordenada por Francis Vogner dos Reis e composta ainda por Juliano Gomes e Juliana Costa (longas-metragens); Camila Vieira, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha, Mariana Queen e Rubens Anzolin (curtas-metragens); com assistências de Barbara Bello (longas) e João Rego (curtas).

Confira a programação completa: www.mostratiradentes.com.br

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