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5 lições que a literatura pode ensinar sobre combater o racismo estrutural

O racismo estrutural ainda se manifesta de diversas formas na sociedade brasileira, deixando marcas profundas em gerações. Em A cor que nos separa, Daniel Tonetto apresenta uma narrativa que transita entre diferentes tempos e lugares, mostrando como preconceitos se perpetuam, mas também como o amor e a busca por reconciliação podem abrir caminhos de transformação.  

A partir desta obra, elencamos cinco lições que a literatura nos oferece para refletir e combater o racismo estrutural. Confira: 

  1. Reconhecer as marcas históricas

O racismo não nasce no presente. Ele é fruto de séculos de exclusão, violência e silenciamento. Obras como a de Tonetto ajudam a compreender que a desigualdade que vemos hoje tem raízes profundas e que não podem ser ignoradas. 

  1. Dar voz a quem foi silenciado

A ficção tem a capacidade de colocar no centro da narrativa personagens que representam grupos marginalizados. Assim, a literatura devolve espaço de fala e visibilidade àquelas cujas histórias foram apagadas. 

  1. Estimular empatia e reflexão

Ao acompanhar trajetórias atravessadas pelo preconceito, o leitor se vê diante de emoções e dilemas que convidam à reflexão. Neste contexto, a literatura amplia a capacidade de enxergar o outro e reconhecer injustiças cotidianas. 

  1. Promover educação e conscientização

A literatura não apenas denuncia injustiças, mas também oferece ferramentas para entender e desconstruir preconceitos. Ler e refletir sobre histórias de discriminação ajuda a formar cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para enfrentar o racismo em suas múltiplas formas, fortalecendo a luta por igualdade e direitos. 

  1. Inspirar transformação social

Cada leitura é também um convite à ação. Ao expor as estruturas de exclusão, a literatura inspira leitores a questionarem práticas racistas e a atuarem para construir uma sociedade mais justa. 

Sobre o autor: Graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, o escritor Daniel Tonetto é advogado criminalista, sócio fundador do MMT Advogados e professor universitário. Especialista em Ciências Criminais e mestre em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, atualmente é doutorando pela histórica Universidade de Salamanca, na Espanha. É membro da Academia Santa-Mariense de Letras e da Academia de Letras e Artes de São Sepé-RS.  A cor que nos separa já é considerada pela crítica o melhor livro do autor, que escreveu os best-sellers Trilogia Crime em Família e Dois Caminhos