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Primeiro samba do ano do Docilare promete proporcionar uma experiência de profunda diversão

O primeiro samba do ano do Docilare (Coletivo composto por Elzelina Dóris, Cida Reis, Vivi Amaral e Raquel Seneias) promete emocionar o público e proporcionar uma experiência única. Além do entretenimento e repertório vasto; já característicos do show; o momento será também de celebração cultural, felicidade e conexão, sendo um remédio para corpo e alma. A apresentação será realizada no dia 24 de janeiro, a partir das 15h, na Rua Jataí, 1.309, no bairro Concórdia. 

Nesta data, as divas do samba mineiro se unem para realizar essa apresentação com objetivo de potencializar e difundir tradições do samba entre gerações, garantir a permanência de um conjunto de expressões simbólicas que fazem parte da identidade cultural da capital mineira, que é a junção da fé, com a festa, com a alegria, a diversão, a comemoração, a união e celebração a vida.  O ingresso é solidário e pode ser adquirido através da página do Sympla pelo link: (https://www.sympla.com.br/evento/docilare-no-quintal-do-treze/3274320) e custa apenas R$15. Este projeto foi aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura/2024, modalidade Fundo. 

Local – O show acontece na sede da Guarda Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e Terreiro de Umbanda São Sebastião, um dos espaços mais emblemáticos de Belo Horizonte, Ponto de Cultura reconhecido como Patrimônio Imaterial da capital mineira, e foi escolhido para sediar essa apresentação por possuir um significado muito forte.  “O lugar é um espaço de confraternização, além de ser um local de junção da fé, com a festa, com a alegria e diversão, onde se comemora a união e celebra a vida”, explica  Cida Reis, uma das componentes do Docilaré.  

Homenagem – Durante a apresentação haverá uma homenagemao intérprete e cantor Raimundo Nonato da Silva, ou Nonato do Samba. Com mais de 40 anos de carreira na música e três discos gravados ao longo de sua vida musical: o primeiro gravado  em 1999, o segundo em  2010 e o terceiro  em 2021. Ele se destaca na cena musical não só da capital mineira, tendo realizado shows até em outros países. 

Aprendeu a gostar de música e dança ao imitar os passos de James Brown quando tinha pouco mais de 14 anos. Nessa época começou a frequentar os bailes Black e gostava  de imitar o cantor Roberto Ribeiro, que (também) usava cabelo black power. Mas um amigo o levou para o samba. Todo final de semana seus amigos se reuniam para uma batucada. Numa delas, Nonato cantou música de Roberto Ribeiro, todos adoraram e, em seguida, Nonato cantou todo o repertório do cantor naquela noite e virou líder do grupo. Sua estreia na Escola de Samba aconteceu em 1978, quando tinha 15 anos, e foi ao ensaio da Escola de Samba Monte Castelo, no Caiçara. E quando a bateria começou a tocar, aquele som lhe enfeitiçou.

Em 1981, ele criou o grupo Raiz do Samba, com apenas 18 anos. Uma vez tocaram onde o Grupo Favela, do cantor Bira, estava tocando, o Bira gostou do Grupo Raiz do Samba e, a partir de então, eram convidados para todos os shows que Bira fazia.  Assim, começou a fluir o movimento Raiz do Samba. Passado um tempo, o grupo Raiz do Samba acabou e os remanescentes fundaram outro grupo, que se chamava a Cor do Samba e posteriormente se tornou Samba e Cia. Em 1997, com o grupo Samba e Cia, após gravar o CD “Programa Legal”, produzido por Milton Manhães e Mauro Diniz, Nonato apresentou seu trabalho no Japão e na Coréia. 

Em 1999, Nonato do Samba gravou seu primeiro CD solo, chamado “Momento Mágico” e a música de trabalho foi “Estou voltando pra casa”, de Ricardo Barrão, Fabinho do Terreiro e Keu. Em 2010, lançou o CD “Verdadeiro brasileiro” e em 2021, Nonato festejou quatro décadas de carreira com um CD que reúne as canções mais significativas de sua carreira solo: “40 anos de estrada do Nonato do Samba”.

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