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Procura por apartamentos menores cresce e redesenha o mercado imobiliário de BH

A busca por uma kitnet em Belo Horizonte ou por apartamentos de um quarto tem se destacado na composição da preferência de locatários e compradores, refletindo mudanças no perfil demográfico e econômico da capital mineira.

Essa tendência vem remodelando o mercado imobiliário local e trazendo novos desafios e oportunidades tanto para quem vive na cidade quanto para quem investe no setor.

A ascensão dos imóveis compactos na capital

Tradicionalmente, o mercado imobiliário de Belo Horizonte sempre se apoiou em apartamentos de dois ou três quartos e em imóveis com metragem maior, especialmente em áreas consolidadas da cidade como Savassi, Lourdes e Belvedere.

Porém, nos últimos anos a procura por unidades menores, bem localizadas e com preço mais acessível foi ganhando força.

Alguns fatores explicam esse movimento:

  • Crescimento da população jovem e de profissionais que buscam proximidade com o trabalho e vida urbana.

  • Aumento nos custos de aquisição e de aluguel de unidades maiores.

  • Preferência por unidades com manutenção mais simples e menor custo mensal.

  • Valorização crescente dos pequenos apartamentos em termos de rendimento de aluguel.

Segundo dados sobre rendimento de aluguel em Belo Horizonte, imóveis menores, como unidades de um dormitório ou estúdios, apresentam yield (retorno de aluguel) superior a imóveis maiores, o que os torna atrativos tanto para quem vai morar quanto para investidores do setor imobiliário.

Por que a kitnet em Belo Horizonte virou destaque

A expressão kitnet em Belo Horizonte foi impulsionada pela combinação de fatores sociais, econômicos e demográficos presentes na capital mineira.

Além de ser uma opção de moradia mais acessível em termos de custo de entrada e manutenção, a kitnet também atende a perfis específicos de moradores, como estudantes, jovens profissionais, pessoas solteiras ou quem deseja morar próximo de grandes centros de serviços e oportunidades de trabalho.

Esse tipo de imóvel geralmente apresenta:

  • Tamanho reduzido, com ambientes integrados.

  • Custo de aluguel menor do que apartamentos convencionais.

  • Localização estratégica, muitas vezes perto de universidades, centros corporativos e serviços.

Além disso, o aumento da oferta de imóveis compactos em lançamentos e anúncios é reflexo da adaptação das construtoras às tendências do mercado.

Muitos desses imóveis estão sendo projetados para uso próprio ou para locação, garantindo boa liquidez no setor.

Tendências que impulsionam a demanda por imóveis menores

A preferência por apartamentos compactos não surgiu de forma isolada. Vários indicadores destacam mudanças de perfil no mercado imobiliário de Belo Horizonte:

Mudanças no comportamento do consumidor

O público jovem e profissionais em início de carreira têm dado preferência por unidades menores, urbanas e com fácil acesso a serviços e transporte.

Esse movimento também é impulsionado pelo crescimento de empregos em setores tecnológicos, ambientes de coworking e espaços culturais no centro da cidade.

Custos e acessibilidade

A realidade dos preços na capital tem colocado apartamentos maiores fora do alcance de muitos compradores.

Em bairros centrais e valorizados, os preços por metro quadrado chegam a cifras elevadas, elevando o custo total de aquisição de imóveis maiores.

Ao mesmo tempo, o aluguel de unidades menores tem se mantido mais atraente, com valores médios variando entre R$ 1.800 e R$ 3.200 por mês para um quarto em áreas urbanas, dependendo da localização e do padrão do imóvel.

Performance de aluguel

Dados de plataformas especializadas mostram que pequenas unidades frequentemente oferecem retornos de aluguel mais elevados proporcionalmente ao seu valor de compra em comparação com unidades maiores.

Isso torna apartamentos menores um ativo interessante para investidores que buscam renda recorrente.

Influência no mercado imobiliário geral de BH

A ascensão dos imóveis compactos não significa que unidades maiores perderam valor, mas sim que o mercado passou a ser mais segmentado e diversificado.

Para entender melhor isso, veja abaixo alguns elementos que estão influenciando o cenário geral:

Valorização por tipo de imóvel

  • Apartamentos de alto padrão continuam sendo procurados, especialmente em bairros premium, com valores de metro quadrado mais altos.

  • Imóveis de médio padrão também registram boa demanda, com vendas consistentes ao longo de períodos recentes.

  • Apartamentos pequenos se destacam em desempenho de locação e atraem um público específico cada vez maior.

Destaque em vendas e lançamentos

Nos primeiros meses de análise do mercado imobiliário em BH, foi observado crescimento significativo nas vendas de unidades residenciais em geral, com destaque para imóveis mais acessíveis.

A presença de apartamentos compactos em lançamentos contribui para essa diversificação do estoque ofertado.

Perfil dos compradores e locatários

A busca por apartamentos menores em Belo Horizonte envolve diferentes perfis de consumidores. Entre os principais estão:

  • Jovens profissionais, que buscam praticidade e proximidade com oportunidades de trabalho.

  • Estudantes universitários em busca de moradias perto de instituições de ensino.

  • Investidores imobiliários que veem nos imóveis compactos maior potencial de aluguel.

  • Pessoas que vivem sozinhas ou em dupla, encontrando nesses imóveis um equilíbrio entre custo e conforto.

Esse perfil varia de acordo com o bairro e a localização.

Regiões como Floresta, Santa Efigênia e Centro de BH têm atraído bastante interesse para locação de unidades menores, enquanto bairros como Savassi e Santo Agostinho podem oferecer opções com aluguel mais alto e perfil mais premium.

Conclusão

A procura por imóveis compactos, como uma kitnet em Belo Horizonte, está remodelando o mercado imobiliário da capital mineira.

O crescimento dessa demanda reflete mudanças no comportamento dos consumidores, a necessidade de opções mais acessíveis e o dinamismo da economia urbana.

Esse fenômeno influencia não apenas a oferta de moradias, mas também estratégias de investidores, incorporadoras e agentes do setor imobiliário.

Com um cenário em constante evolução, é importante observar como essa tendência continuará a atuar nos próximos anos e de que forma impactará a dinâmica urbana da capital.

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