Mais de 532 mil empresas foram abertas em Minas Gerais em 2025, conforme levantamento feito pelo Sebrae Minas com base nos dados da Receita Federal. Levando-se conta o desempenho nos 12 meses do ano anterior, o estado atingiu a quantidade de 1,4 mil CNPJs abertos por dia, ficando atrás apenas de São Paulo, que registrou quase 1,5 milhão novos negócios (4,1 mil por dia). Do total em Minas, 96% das aberturas são micro e pequenas empresas, com faturamento até R$ 4,8 milhões anuais – são constituídos por microempreendedores individuais (MEI), microempresa (ME) e empresa de peque no porte (EPP).
Os números também mostraram que o total de aberturas em Minas Gerais em 2025 foi praticamente estável se comparado ao ano anterior – quando 531.819 empreendedores formalizaram seus negócios na Receita Federal. O estado encerrou o último ano com um saldo positivo de 215 mil empresas, resultado da diferença do montante de aberturas e os mais de 316 mil CNPJs fechados no período.
O desempenho no ano passado acompanha o ritmo de evolução em Minas Gerais entre 2023 e 2024, quando apresentou crescimento expressivo da movimentação empresarial, em linha com o observado no cenário nacional. As aberturas cresceram 21%, enquanto os fechamentos avançaram 29%, resultando em um crescimento modesto do saldo de 5%.
“Os números mostram que Minas Gerais vive um momento de afirmação na economia, com o protagonismo das micro e pequenas empresas. O crescimento do saldo de empresas é sustentado não apenas pela abertura de novos negócios, mas pela redução relativa dos encerramentos de CNPJs.
“Esse desempenho ocorre em um contexto de avanços regulatórios, como a Lei de Liberdade Econômica, e de acomodação do ambiente empresarial, marcado pela redução dos encerramentos após anos de ajuste. O saldo positivo reflete um cenário mais estável e seletivo, no qual as empresas mais adaptadas às condições econômicas atuais conseguem se manter ativas, mesmo em um momento de crescimento moderado”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.
Entre as atividades com maior formalização, destacam a Promoção de Vendas, com mais de 25 mil empresas abertas, o Transporte Rodoviário de Carga Municipal, exceto produtos perigosos e mudanças, com 19,4 mil aberturas, e o Comércio Varejista de artigos vestuário e acessórios (17,6 mil novos CNPJs). Outra atividade com números positivos no estado está relacionada ao mercado da beleza: cabeleireiros, manicures e pedicures fecharam 2025 com 18 mil empresas abertas.
Por sua vez, o comércio varejista de vestuário e acessórios lidera os fechamentos ao longo de todo o período, com 16.518 CNPJ’s encerrados em 2025. Atividades ligadas à alimentação também figuram de forma recorrentes, como lanchonetes, casas de chá, sucos e similares (7.342 empresas fechadas), fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar (6.692) e restaurantes e similares (5.308).
No comparativo entre os setores, Serviços liderou o ranking do ano passado com um saldo positivo de 146 mil negócios. Por sua vez, o Comércio registrou saldo de 28,2 mil empresas, enquanto a Industria fechou 2025 com saldo de 20 mil empresas. A Construção Civil obteve uma diferença de 16,2 mil entre aberturas e fechamentos e a Agropecuária encerrou o ano com saldo de 3,7 mil empresas.
Entre as cidades, Belo Horizonte (98 mil novas empresas ativas), Uberlândia (30 mil), Contagem (22,9 mil), Juiz de Fora (16,6 mil) e Betim (13,9 mil) lideram a lista. Na Região Central de Minas, dois municípios tiveram destaque no número de aberturas: Sete Lagoas (crescimento de 18,7% no comparativo com 2024) e Ribeirão das Neves (avanço de 17,23%).
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