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Território, memória e cotidiano em cena: encontros gratuitos discutem criação teatral nos dias 9 e 12/2

Que cena pode ser criada a partir de memórias de uma comunidade? Como o cotidiano vira teatro? Para percorrer perguntas como estas, o coletivo A Periferia em Cena Ensina (Apece) promove as rodas de conversa Território, Memória e Cena e Vozes do Cotidiano em Cena. Os encontros abertos e gratuitos acontecem nos dias 9 e 12 de fevereiro, das 14h às 21h, respectivamente no Kilombu Manzo (Rua São Tiago, 216 – Santa Efigênia) e no Centro Cultural São Bernardo (Rua Édna Quintel, 320 – São Bernardo). Não é necessária inscrição prévia.

Na roda que acontece na segunda-feira, 9/2, o intuito é conversar sobre relações e vivências que nascem dos territórios e ganham os palcos. Já na quinta, 12/2, as e os participantes buscarão explorar de que formas vozes comuns que povoam nosso dia a dia podem ser representadas na cena teatral. Rodas de história, jogos de expressão artística e mapeamentos afetivos compõem a programação.

Quem faz a mediação dos encontros são as atrizes, poetas e articuladoras culturais Karine Bassi e Thamara Selva, integrantes e fundadoras do Apece. “Trazemos um teatro que subverte a distância entre palco e público, abrindo espaço para narrativas do cotidiano que trabalham memória, território e identidade”, define Karine.

Além das educadoras, participam integrantes de comunidades urbanas e tradicionais de Belo Horizonte, que compartilham suas memórias e histórias como ponto de partida para exercícios de criação teatral. Grupos do Congado, da Folia de Reis, da capoeira e de ocupações urbanas estão entre os convidados.

Projeto Memórias em Cena

As rodas de conversa integram o projeto Memórias em Cena: Intercâmbio literário e teatral com comunidades urbanas, realizado pelo Apece. A iniciativa busca promover encontros entre artistas da literatura e das artes cênicas e grupos das culturas urbanas, populares e tradicionais, fortalecendo laços de solidariedade e pertencimento das comunidades, resgatando a autoestima e valorizando a cultura local.  

No percurso proposto pelo projeto, doze artistas participam de rodas de conversas, jogos teatrais e atividades de elaboração de roteiro e produção de cenas curtas. Ao final, as cenas são apresentadas em uma mostra competitiva, e a obra vencedora é premiada com cachê. 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte / Edital Descentra (Projeto nº 1312/2023).

Sobre o Apece

O coletivo A PERIFERIA EM CENA ENSINA (APECE) nasceu em 2020, a partir da iniciativa de agentes culturais da periferia de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Seu propósito é democratizar o acesso ao teatro e à formação artística.

Ao longo dos anos, o Apece se tornou um ponto de encontro vivo e ativo, um reduto aberto de experimentação, aprendizado e troca para jovens artistas e para quem acredita na arte como ferramenta de transformação social. De oficinas e workshops a apresentações e colaborações, as atividades desenvolvidas pelo coletivo são voltadas para a formação crítica e para a divulgação do teatro de rua e periférico na Grande BH. 

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