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Carnaval acende alerta para doenças respiratórias e ISTs

O Carnaval, um dos períodos de maior mobilização de pessoas no país, também impõe desafios à saúde pública. A combinação de grandes aglomerações, circulação intensa entre cidades e estados e contato próximo cria um ambiente favorável à disseminação de doenças respiratórias e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

De acordo com Tayse Rodrigues, especialista de produtos da Bioclin, vírus como influenza (gripe), SARS-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) e outros agentes respiratórios, tendem a se espalhar com mais facilidade nessa época. “A transmissão ocorre principalmente por gotículas e partículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar, além do contato com secreções respiratórias, algo que se intensifica em ambientes cheios e pouco ventilados”, explica.

Essas infecções podem se manifestar como resfriados e síndromes gripais, mas também evoluir para quadros mais graves, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com comorbidades ou imunossupressão. Nesse cenário, a testagem rápida tem papel estratégico ao reduzir o tempo entre o surgimento dos sintomas e a tomada de decisões clínicas e preventivas.

“Os testes rápidos de antígeno fornecem resultados em poucos minutos e ajudam a orientar medidas como isolamento, uso de máscara e redução de contatos, fundamentais para quebrar a cadeia de transmissão”, afirma Tayse. Desde a pandemia, a Bioclin ampliou o acesso à testagem ao disponibilizar kits de autoteste para a triagem e determinação qualitativa de antígenos para o SARS-CoV-2, vírus causador da COVID-19, que podem ser realizados fora do ambiente laboratorial, com resultado em cerca de 15 a 20 minutos.

Além das infecções respiratórias, o período carnavalesco também aumenta a exposição às ISTs. O Ministério da Saúde adotou essa nomenclatura para reforçar que uma pessoa pode transmitir uma infecção mesmo sem apresentar sintomas. Relações sexuais sem preservativo elevam significativamente o risco de transmissão de HIV, sífilis e hepatites virais B e C, especialmente em contextos de parceiros ocasionais e desconhecidos.

“O uso da camisinha, masculina ou feminina, continua sendo o método mais eficaz de prevenção. Manter os exames em dia é essencial, já que muitas ISTs são assintomáticas”, destaca a especialista. A Bioclin disponibiliza testes para HIV, sífilis, HBsAg e HCV, tanto na tecnologia de teste rápido quanto em ensaios como o ELISA, com alta sensibilidade e especificidade.

Outro fator de risco durante a folia é a queda da imunidade, associada ao cansaço, ao estresse fisiológico e ao consumo excessivo de álcool. Segundo instituições como a Fiocruz, esse conjunto de fatores favorece a circulação de vírus e bactérias em eventos de massa, potencializando o chamado “efeito rede” de transmissão.

Para reduzir os riscos, especialistas recomendam manter a vacinação em dia, especialmente para grupos de risco, reforçar a higiene das mãos, usar máscara em locais muito cheios, garantir ambientes ventilados e evitar aglomerações ao apresentar sintomas gripais. No campo da saúde sexual, o uso consistente de preservativos e a testagem regular seguem como pilares da prevenção.

No pós-Carnaval, o diagnóstico rápido ganha ainda mais relevância. “Sem testes, muitas condutas acabam sendo baseadas em tentativa e erro. A testagem adequada direciona melhor o manejo clínico, reduz incertezas e evita tanto a automedicação quanto a procura tardia por atendimento”, ressalta Tayse Rodrigues.

Com resultados que podem sair em até 30 minutos, os testes laboratoriais permitem decisões mais ágeis e contribuem para o controle da disseminação de infecções no ambiente familiar, no trabalho e nos serviços de saúde, reforçando o papel da prevenção também depois que a festa termina.

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