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ANBC destaca avanço do crédito em Minas Gerais devido ao ambiente de renda e atividade econômica

A Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) avalia que o mercado de crédito em Minas Gerais segue em expansão. Segunda maior economia do país, o estado registrou crescimento de 9,4% no volume de crédito em 2025, ritmo próximo ao observado no Brasil, que avançou 10,2% no mesmo período, de acordo com dados do Banco Central, o que sinaliza espaço para expansão do crédito no estado.

Para Elias Sfeir, presidente da ANBC, o desempenho reflete a combinação entre estrutura econômica sólida e acesso crescente ao financiamento. “Minas Gerais reúne características importantes para sustentar essa expansão, como uma economia diversa, base populacional expressiva e indicadores consistentes de emprego e renda. Esse conjunto de fatores contribui para ampliar oportunidades de financiamento para famílias e empresas”, afirma.

Com 21,4 milhões de habitantes, Minas Gerais possui a segunda maior população do país, atrás apenas de São Paulo, segundo o último Censo. A dimensão demográfica se soma a uma economia diversificada, em que agropecuária e indústria desempenham papel central na geração de renda, produção e investimentos, criando condições para a expansão do consumo e da atividade empresarial.

Indicadores do mercado de trabalho ajudam a suportar esse ambiente. A renda média do trabalho em Minas Gerais alcança R$ 3.353, enquanto o mercado de trabalho mantém um cenário favorável. A taxa de desemprego no estado ficou em 3,8%, abaixo da média nacional de 5,1%, no quarto trimestre de 2025, de acordo com o IBGE.

Dados do Caged apontam que, em dezembro de 2025, a renda média do trabalho alcançou R$ 3.353, no mesmo período Minas contabilizou 4,98 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto Belo Horizonte concentra mais de 1,04 milhão de vínculos formais, consolidando sua posição como um dos principais polos econômicos do país.

O conjunto desses indicadores reforça a capacidade de geração de renda e sustenta a demanda por crédito em diferentes segmentos da economia. A capital do estado exerce papel relevante nesse cenário. Belo Horizonte apresenta PIB per capita de R$ 41,8 mil, acima da média estadual de R$ 40 mil, refletindo a dinâmica econômica da região metropolitana e sua influência sobre o consumo, os serviços e o ambiente de negócios. Em nível nacional, o PIB per capita do Brasil é de R$ 59.687,49, parâmetro que permite contextualizar o desempenho das economias regionais e suas diferentes estruturas produtivas.

Segundo Sfeir, os dados analisados mostram que o crédito acompanha o ritmo da atividade econômica no estado. “Quando emprego e renda avançam, o crédito se torna uma ferramenta importante para viabilizar consumo, investimentos e organização financeira. Minas Gerais apresenta um ambiente econômico que favorece esse movimento”, diz.

No campo da organização financeira da população, dados do setor de birôs de crédito mostram que 46% dos consumidores mineiros possuem registros de inadimplência, proporção inferior à média nacional de 49,6%. Em Belo Horizonte, o nível de endividamento das famílias chega a 89%, indicador que acompanha o comportamento observado em grandes centros urbanos e reforça a importância de iniciativas voltadas à educação financeira e ao planejamento do uso do crédito.

O presidente da ANBC acrescenta que a expansão do crédito ganha relevância em estados com economia diversificada e forte presença produtiva, como Minas Gerais. “O crédito tem papel fundamental para impulsionar investimentos, apoiar a atividade empresarial e ampliar o acesso das famílias ao consumo de forma planejada. Quando associado à educação financeira, ele contribui para fortalecer a organização financeira da população e sustentar o desenvolvimento econômico”, acrescenta.

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