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Projeto recupera mata ciliar próxima ao Hospital da Baleia

Em uma ação que busca preservar as matas e manter viva a biodiversidade em volta do hospital filantrópico 100% SUS de referência em Minas Gerais, o Hospital da Baleia apoia a realização, nesta semana, do projeto “Plantando o Futuro das nossas Águas”. O Parque Estadual da Baleia e as Escolas Municipais Vila Fazendinha e Edson Pisani, em parceria com o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis, como uma forma de celebrar o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março. 

No projeto, que acontece nesta segunda-feira (23) e na quinta-feira (26), serão plantadas 150 mudas para recuperar a mata ciliar do Córrego Navio Baleia, essencial para manter a vida e o ecossistema da região, e evitar o assoreamento dessas águas. Esta é uma forma de cuidar e recuperar um ambiente fundamental para todas as formas de vida, defendendo as águas mas também a flora e a fauna da Mata da Baleia.

“Temos muito orgulho de apoiar essa iniciativa que beneficia o território ao redor do Hospital da Baleia, e também tem um papel importante na educação sobre o meio ambiente para alunos de escolas públicas de Belo Horizonte”, comenta Danielle Ferreira, Superintendente de Relações Institucionais do Hospital da Baleia.

O projeto reforça a relevância socioambiental da área de preservação ao redor do Hospital e junto à Serra do Curral, e aponta para a importância de ampliação do Parque Estadual da Baleia, que está em debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais a partir da mobilização da deputada Beatriz Cerqueira.

Córrego Navio Baleia

Originalmente, a mata do entorno do Hospital Baleia pertencia ao Estado, que a cedeu à Fundação Benjamin Guimarães para a construção da unidade hospitalar, em 1944. Tanto a mata quanto o Parque da Baleia integram um grande corredor verde ao redor da Serra do Curral, considerado essencial para garantir a preservação dos recursos hídricos e a qualidade do ar e do clima na Capital.

O Parque Estadual da Baleia foi criado em 1988, a partir do Jardim Botânico da Fazenda da Baleia, a primeira unidade de conservação da Capital, instituído em 1932. O Parque Estadual protegeu a parte mais alta da Serra do Curral, mas deixou de fora a maior parte da mata, ao longo do Córrego Navio Baleia, que hoje corre risco de assoreamento. 

O Córrego Navio Baleia nasce na Mata da Baleia, na Serra do Curral, e tem aproximadamente 6 km de extensão. Sua bacia hidrográfica se localiza no baixo Ribeirão Arrudas, abrangendo bairros da região leste de Belo Horizonte e o Parque das Mangabeiras. O Córrego é um dos últimos cursos d’água não canalizados em Belo Horizonte. 

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