A Feira do Mineirinho, apelidada de Feira do Avião e cuja trajetória é marcada pela tradição, completa em abril dois anos no novo endereço, Avenida Babita Camargos, 1295, Cidade Industrial, em Contagem. Durante 22 anos, funcionou na região da Pampulha, na área externa do Ginásio Jornalista Felipe Drummond, o Mineirinho, tornando-se um dos pontos mais conhecidos de comércio e lazer da capital.
Um dos grandes diferenciais do espaço atual é a infraestrutura. A área gastronômica, por exemplo, conta com cerca de 4 mil metros quadrados cobertos, com 16 estações de variados tipos de alimentos, como tropeiro, tilápia, macarrão na chapa, pão com pernil, pastel, acarajé, doces e bebidas. O local também dispõe de aproximadamente 600 jogos de mesas e se consolida como ponto de encontro da família mineira.
A feira, que funciona aos domingos, das 9h às 18h, é considerada referência na realização de eventos, como shows, congressos, encontro de motoclubes, entre outros. Ao todo são 100 metros quadrados de palco profissional, além de sistema de som de última geração, 40 metros de painel de LED, além de camarotes e cinco camarins para os artistas.
Atualmente, a feira conta com cerca de 100 expositores e gera em torno de 300 empregos indiretos por dia de funcionamento, além de manter uma equipe fixa de aproximadamente 40 profissionais. Em dias de grandes eventos, esse número pode chegar a 600 empregos indiretos, reforçando seu impacto econômico e social.
A programação cultural, que varia a cada semana, é um atrativo à parte, com apresentações que vão do rock ao sertanejo, além das atrações infantis, como o show dos robôs autoboots e parque de infláveis.
O local, que tem capacidade para receber cerca de 7 mil pessoas, conta com 60 banheiros individuais fixos (não químicos), além de estacionamento terceirizado com aproximadamente 600 vagas.

Feira
Na área da feira, os visitantes encontram estandes diversificados, com vestuário, calçados, acessórios, itens para o lar, artesanato, entre outros. Martins relembra que manter os negócios ao longo dos anos não foi uma tarefa simples. Ao contrário, exigiu adaptação constante, reinvenção e, sobretudo, a capacidade de acompanhar as transformações do mercado sem perder a essência que tornou a feira em um centro de compras.
Um dos principais desafios na atualidade, segundo o diretor, Willian Martins, está diretamente ligado às mudanças no comportamento do consumidor. Com o crescimento do comércio eletrônico, a feira também precisou se adaptar a uma nova realidade. “A pandemia acelerou muito o e-commerce, mas o contato presencial ainda é um diferencial da feira. Há expositores, hoje, que trabalham com os dois formatos”, explica.
Ao relembrar a trajetória da feira, o diretor diz que não há “fórmula mágica” para o sucesso, mas que a organização aposta na escuta ativa e na inovação constante. “O segredo é perseverar, ouvir colaboradores e expositores e estar sempre atento às mudanças do mercado”, afirma.
Sem apoio de recursos públicos, o projeto é mantido integralmente pela iniciativa privada, de acordo com Martins. “Vivemos um momento importante de transição e consolidação. A feira carrega uma história forte e segue se reinventando”, destaca.



