“Não existe tema que iniba Cíntia Chagas. Tesão feminino desenfreado. Aborto. Trairagem entre amigas. Estupro. Atração por homem que não presta. Atração por mulheres. O melhor de tudo é que Cíntia não perde o humor na maioria dos contos“.
Esse trecho, escrito pela filha de Nelson Rodrigues, Sonia Rodrigues, destaca-se no prefácio do novo livro de Cíntia Chagas, “Sexo, Amor e Hipérboles“.
Nos saborosíssimos trinta contos da obra, que conta com ilustrações do artista austríaco Egon Schiele, a moral e os bons costumes ficam da porta para fora. Cíntia reúne histórias que despem a sociedade das máscaras e dos recatos: de promotores de justiça viciados em prostitutas, passando por beatas da internet nada virtuosas a casais unidos por segredos inconfessáveis.
Instigada em revelar a vida real de uma sociedade cheia de hipocrisias, a autora nos conduz à intimidade de lares supostamente respeitáveis, mostrando, por exemplo, que a fidelidade talvez seja apenas falta de oportunidade. Prepare-se para fins reflexivos e surpreendentes. Afinal, a verdade pode ser tanto escandalosa quanto divertida.
Cíntia Chagas é formada em Letras pela UFMG e tornou-se uma das especialistas em comunicação mais influentes do país. Ganhou projeção nacional ao criar um inovador método de aulas de português e tornou-se um sucesso de vendas com o seu livro de estreia. Seu sucesso como influenciadora na internet a levou à TV, e Cíntia vai estrear em abril de 2026 um quadro com dicas de português no Domingo Espetacular.
Com milhões de seguidores nas redes sociais, a autora alia humor ácido, elegância e defesa da norma culta. Atualmente, vive em São Paulo e percorre o Brasil como palestrante de oratória e comportamento. Em “Sexo, Amor e Hipérboles”, sua estreia na ficção, ela revela sua faceta de cronista da vida privada, dissecando as contradições dos relacionamentos modernos.
“É um livro cujas histórias revelam o profano, o contraditório, o indizível que reside em nós. Se, em vez de se deliciar, o leitor se escandalizar, certamente este terá reconhecido, nas minhas linhas, o próprio lamaçal personalístico que prefere negar“, provoca Cíntia.



