As entidades empresariais Fecomércio MG, Fiemg, Fetcemg e Faemg enviaram, no último dia 2 de abril, carta ao presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, desembargador Vallisney Oliveira, solicitando a priorização da tramitação processual com vistas à implementação das obras do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A iniciativa reúne as principais federações produtivas do estado, que defendem celeridade em uma decisão considerada estratégica para Minas Gerais. Segundo o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, o pedido conjunto reflete a urgência do tema. “Todas as federações produtivas estão mobilizadas porque entendem que o Rodoanel é fundamental não só para Belo Horizonte, mas para todo o entorno e para quem produz e vende no estado. O que pedimos é agilidade em um processo que está muito próximo de uma definição”, afirma.
A carta reforça que a obra tem potencial para gerar impactos diretos na mobilidade urbana, na logística de transporte, na segurança viária e no desenvolvimento regional. Para Nadim Donato, os efeitos vão além da infraestrutura. “Estamos falando de uma obra que pode evitar acidentes, salvar vidas e dar mais eficiência à circulação de mercadorias. Isso impacta toda a cadeia produtiva”, destaca.
O documento também enfatiza que a concretização do projeto contribuirá para a melhoria da qualidade de vida da população da capital, da região metropolitana e de cidades do interior, além de fomentar investimentos, fortalecer a atividade econômica e ampliar a competitividade do ambiente de negócios em Minas Gerais. “Com uma logística mais eficiente, conseguimos reduzir custos e isso chega ao consumidor final. O Rodoanel tem impacto direto até no preço dos produtos”, pontua o presidente.
As entidades concluem reforçando o caráter público e estratégico do empreendimento: “Considerando a magnitude dos efeitos sociais e econômicos envolvidos, bem como o interesse público associado à implementação do projeto, solicitamos a devida prioridade na tramitação do processo, observados os critérios legais e regimentais, lembrando que os recursos para a obra já estão disponíveis no estado”.
Na avaliação de Nadim Donato, o momento exige decisão. “Falta avançar em um ponto final. Por isso, pedimos uma atenção especial do tribunal para que Minas possa destravar uma obra essencial para seu desenvolvimento”, finaliza.



