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Metabolismo feminino após os 50 anos entra no centro do debate no Menopausa Feliz Experience 2026 em Belo Horizonte

As transformações do metabolismo feminino durante a menopausa estiveram entre os temas de destaque do Menopausa Feliz Experience 2026, realizado em Belo Horizonte, e considerado um dos maiores encontros do país voltados à saúde da mulher no climatério e pós-menopausa. Durante o congresso, a empresária e nutricionista Vanessa Costa explicou em seu painel o porque o metabolismo feminino muda depois dos 50 anos, trazendo uma análise aprofundada sobre os impactos fisiológicos e metabólicos dessa fase da vida.

As mudanças hormonais da menopausa desencadeiam uma série de alterações no funcionamento do organismo feminino, impactando diretamente a composição corporal e a forma como o corpo armazena gordura. O chamado “tripé metabólico da menopausa” — resistência insulínica, gordura visceral e sarcopenia — está entre os principais fatores ligados a esse aumento de peso. 

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Vanessa Costa – Divulgação

Com a queda do estrogênio durante a menopausa, o corpo feminino passa por uma série de mudanças que impactam diretamente o peso, a composição corporal e o funcionamento do organismo. Entre os principais efeitos está o aumento do acúmulo de gordura na região abdominal, já que o hormônio tem papel importante na quebra de gordura corporal. Sem ele, a gordura que antes se concentrava em áreas como quadril e glúteos tende a migrar para o abdômen, favorecendo processos inflamatórios e alterações metabólicas.

Outro ponto importante é o aumento da resistência insulínica, condição em que o organismo passa a ter mais dificuldade para utilizar a glicose como fonte de energia. Isso faz com que o corpo armazene mais gordura, mesmo sem grandes mudanças na alimentação. Além disso, a menopausa também acelera a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia. Como o músculo é um dos principais responsáveis pelo gasto energético do corpo, essa redução contribui para a desaceleração do metabolismo e dificulta ainda mais a manutenção do peso e da saúde.

Para ajudar a reduzir os impactos da menopausa no corpo, a ingestão de proteína tem papel fundamental, já que auxilia na preservação da massa muscular, melhora a composição corporal e contribui para a redução do risco de doenças crônicas. A recomendação é priorizar proteínas de alta qualidade nas principais refeições do dia, além de manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, ômega-3 e vitamina D. Mais do que diminuir calorias, especialistas apontam que o foco deve estar na qualidade da alimentação e nos nutrientes que ajudam o organismo a manter o equilíbrio durante essa fase.

Em um cenário em que milhões de mulheres ainda enfrentam a menopausa cercadas por desinformação, culpa e invisibilidade, discussões como essa ajudam a ampliar o entendimento sobre o envelhecimento feminino de forma mais consciente e baseada em ciência. Para Vanessa Costa, é fundamental que o debate sobre metabolismo, nutrição e saúde hormonal deixe de ser tratado apenas pelo viés estético. “A menopausa não é falta de cuidado ou exagero alimentar. Existe uma transformação fisiológica real acontecendo no corpo da mulher, e isso precisa ser compreendido com acolhimento, informação e acompanhamento adequado. Quando a mulher entende o que está acontecendo com o próprio organismo, ela consegue atravessar essa fase com mais qualidade de vida, equilíbrio e autonomia”, afirma. 

Ao trazer esse tema para o centro da conversa, especialistas defendem uma abordagem mais acolhedora e estratégica para a saúde da mulher, mostrando que alimentação, prevenção e conhecimento podem fazer diferença direta no bem-estar físico, emocional e metabólico após os 50 anos. O debate também reforça a importância de iniciativas como o Instituto Menopausa Feliz, liderado por Adriana Ferreira, que vem atuando na conscientização sobre a menopausa e na luta pela implementação de políticas públicas voltadas à qualidade de vida, saúde e bem-estar das mulheres nessa fase.

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