Minas Gerais já registrou neste ano 658 focos de incêndio, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com a chegada do período de estiagem no estado, a expectativa é de que o número aumente, assim como nos anos anteriores. Observando o cenário e os impactos impostos pelas queimadas já ocorridas nas proximidades, o Hospital da Baleia, por meio da Fundação Benjamin Guimarães, intensificou as ações de prevenção e combate a incêndios na área verde que deu nome à instituição filantrópica – a Mata da Baleia.
Atualmente, uma equipe composta por oito brigadistas profissionais realiza cinco rondas preventivas diárias na região. O trabalho tem como objetivo identificar possíveis focos de incêndio de forma precoce e orientar moradores das áreas vizinhas sobre os riscos da queima de lixo, vegetação e outros materiais, práticas que costumam aumentar durante os períodos de seca.
Gerente de projetos do Hospital da Baleia, Diego Vieira entende a estratégia como fundamental para reduzir os riscos de incêndios florestais e minimizar os impactos ambientais. “Além das ações internas de monitoramento e manutenção, também trabalhamos na conscientização da comunidade do entorno sobre os riscos provocados por queimadas, descarte inadequado de resíduos e outras práticas que podem contribuir para o surgimento de focos de incêndio durante o período de seca”, afirma.
Para isso, três novos projetos serão implementados com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Plataforma Semente, uma iniciativa do ministério junto ao Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMAIS), a partir do financiamento dos projetos por multas aplicadas a empresas e convertidas em ações socioambientais.
As iniciativas incluem a construção de aceiros – faixas de terreno sem vegetação que funcionam como barreiras para impedir a propagação do fogo – com conclusão prevista para julho de 2026, além da aquisição de ferramentas especializadas e de um caminhão-pipa para reforçar a estrutura de resposta a emergências.
Em outra etapa, atualmente em fase de tramitação e contratualização, está prevista a aquisição de equipamentos específicos, incluindo drones para monitoramento da área, a compra de outro caminhão-pipa e a realização de treinamentos especializados para as equipes responsáveis pela proteção da mata.


