Entre os dias 20 e 25 de julho, Belo Horizonte recebe a 5ª edição do Festival Plurisons, um dos principais espaços dedicados à criação musical contemporânea no Brasil. Com 12 concertos, 10 oficinas, seis masterclasses e três conferências, o evento reúne artistas, compositores, intérpretes, pesquisadores e estudantes em uma intensa programação voltada à produção, reflexão e experimentação sonora. A programação é GRATUITA.
Mais do que apresentar obras já consolidadas, o festival se destaca por sua vocação criativa. Somente nesta edição, cerca de 30 novas obras serão estreadas, ampliando um legado que já soma aproximadamente 150 criações impulsionadas pelo Plurisons ao longo de sua trajetória. Para o diretor artístico do festival, Januíbe Tejera, esse é um dos aspectos mais singulares do evento.
“Existe uma emoção muito particular em assistir a uma obra que não existia antes. O Plurisons é um espaço de descoberta, tanto para os artistas quanto para o público. Estamos construindo um repertório consistente e contribuindo para que novas maneiras de pensar e fazer música encontrem espaço de circulação”, afirma.
A curadoria deste ano foi estruturada a partir de dois eixos centrais. O primeiro está relacionado à diversidade estética dos artistas convidados, que transitam entre música escrita, improvisação, paisagem sonora, tecnologias e práticas interdisciplinares. O segundo é a criação da Camerata de Música Contemporânea, iniciativa inédita voltada à formação de jovens instrumentistas interessados em atuar profissionalmente no repertório contemporâneo.
A nova camerata oferecerá bolsas para músicos selecionados e promoverá uma experiência intensiva de estudo, ensaio e performance ao lado de artistas e professores convidados. A expectativa é que a iniciativa contribua para o fortalecimento do cenário brasileiro da música contemporânea.
“É um privilégio poder oferecer esse espaço para uma nova geração. Esperamos que novos grupos, projetos e trajetórias artísticas surjam a partir desse trabalho. O Brasil ainda precisa de mais iniciativas voltadas a esse repertório, e a formação é um passo fundamental para que essa rede continue crescendo”, destaca o diretor.
Um convite para novas formas de escuta
Criado em 2022, o Festival Plurisons nasceu da percepção de uma lacuna no cenário cultural latino-americano: a ausência de espaços dedicados especificamente à criação musical contemporânea e à reflexão sobre as formas de escuta.
Enquanto áreas como teatro, cinema e artes visuais contam com festivais consolidados voltados à experimentação artística, a música contemporânea ainda carece de ambientes permanentes de encontro, formação e difusão. O Plurisons surgiu justamente para ocupar esse espaço.
“O festival procura criar oportunidades para que artistas e público possam descobrir novas obras, novos sons e novas perspectivas. Assim como alguém visita uma bienal para conhecer o que está sendo produzido nas artes visuais, queremos que as pessoas venham aos concertos para experimentar outras maneiras de ouvir e compreender o mundo através da música”, explica.
Essa proposta se reflete na programação internacional do evento, que reúne participantes de diversas regiões do Brasil e de países como França, Alemanha, China, Estados Unidos, Argentina e Colômbia. Ao longo de uma semana, o público terá acesso a diferentes abordagens estéticas e culturais sem sair da sala de concerto.
Concertos, convidados internacionais e intercâmbio artístico
Entre os destaques da programação estão as apresentações do ensemble francês HANATSUmiroir, reconhecido pelo diálogo entre música contemporânea, artes visuais e performance; da compositora franco-brasileira Michelle Agnes; do compositor e multi-instrumentista Sérgio Rodrigo; da cantora e pesquisadora Laiana Oliveira; além das participações de Gabriel Rimoldi, Remy Reber, Ensemble Plurisons e da Orquestra de Cordas do SESI Minas Gerais.
A programação contempla mais de um concerto por dia e promove encontros entre artistas de diferentes gerações, trajetórias e nacionalidades, fortalecendo

Concertos ocupam importantes espaços culturais da capital mineira
A programação artística do Festival Plurisons 2026 estará distribuída por alguns dos mais tradicionais equipamentos culturais de Belo Horizonte, promovendo diferentes experiências de escuta e aproximando o público da diversidade estética que caracteriza o evento.
A abertura oficial acontece no dia 20 de julho (segunda), às 19h30, na Fundação de Educação Artística (FEA), com apresentação do Ensemble Plurisons. O concerto inaugural marca o início da quinta edição do festival por meio de um gesto de memória, criação e celebração da música contemporânea, com destaque para a obra de Vitório em homenagem a Eladio.
No dia 21 (terça), às 19h30, o Conservatório UFMG recebe o concerto do grupo francês HANATSUmiroir, dedicado aos artistas convidados do festival. A apresentação reúne diferentes trajetórias, linguagens e práticas musicais, evidenciando a riqueza e a pluralidade da produção contemporânea internacional.
Já no dia 22 (quarta), também às 19h30, a Fundação de Educação Artística (FEA) recebe o concerto Entrevozes – Laiana de Oliveira e Gabriel Rimoldi, Rémy Reber e convidados fortalecendo o intercâmbio entre artistas de diferentes origens e ampliando os diálogos criativos propostos pelo festival.
Na quinta (23), às 19h30, a atração no SESI Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação será a Orquestra SESIMINAS e Ensemble Plurisons. Solistas: Danilo Mezzadri (flauta) e Mariana Salles (violino)
No dia 24 (sexta), o destaque da programação é o concerto Eletroacústica, às 16h e 17h30, no Conservatório UFMG, e às 19h30 o concerto será na FEA com músicos convidados executando as peças e criações dos alunos.
No sábado (25), o Concerto de Encerramento será às 20h, na Fundação de Educação Artística (FEA), com Ensemble Plurisons e convidados.
Circuito OFF
Ao longo da semana, a programação seguirá ocupando outros espaços da cidade buscando ampliar o contato entre artistas e público em ambientes mais informais e de experimentação. O local do Circuito OFF ainda será divulgado pela organização.
Um legado para além do festival
Ao longo de suas cinco edições, o Plurisons consolidou-se como um importante catalisador da música contemporânea no país. Além das estreias de obras e da circulação de repertório brasileiro, o evento investe na formação de intérpretes e compositores capazes de dar continuidade a esse trabalho em diferentes regiões.
“O maior legado talvez seja justamente o trabalho formativo. A cada edição, novos músicos entram em contato com esse repertório, desenvolvem suas práticas e seguem seus caminhos. Alguns criarão novos grupos, outros se tornarão professores, compositores ou intérpretes especializados. É assim que a roda gira e que uma nova geração vai chegando”, afirma o diretor artístico.
Projeto contemplado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025 – Música / Fundação Nacional de Artes – Funarte / Ministério da Cultura – Governo Federal
Serviço
Festival Plurisons 2026 – 5ª edição
Data: 20 a 25 de julho de 2026
Programação: 12 concertos, 10 oficinas, 6 masterclasses e 3 conferências/palestras
Ingressos: Entrada gratuita
Locais principais:
-Fundação de Educação Artística (FEA)
Rua Gonçalves Dias, 320 – Funcionários – Belo Horizonte/MG
-Conservatório UFMG
Avenida Afonso Pena, 1.534 – Centro – Belo Horizonte/MG
-SESI Museu de Artes e Ofícios – Praça da Estação
Praça Rui Barbosa, 600 – Centro – Belo Horizonte/MG
Realização: Associação Cultural Coletivo Plurisons, Catálise Produções Culturais e Fundação Nacional de Artes (FUNARTE)
Apoio e parceria: Fundação de Educação Artística (FEA), Conservatório UFMG e Orquestra de Câmara do SESI Minas Gerais.


