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Diagnóstico precoce é o principal aliado no combate ao câncer em cães e gatos

Os avanços da medicina veterinária fizeram com que cães e gatos passassem a viver mais. Em consequência, doenças crônicas associadas ao envelhecimento, como o câncer, se tornaram cada vez mais frequentes na rotina clínica. De acordo com as Diretrizes de Oncologia para Cães e Gatos 2026, publicadas pela American Animal Hospital Association (AAHA) em janeiro de 2026, o câncer é a principal causa de morbidade e mortalidade em animais idosos, atingindo cerca de 50% dos cães e aproximadamente 30% dos gatos com mais de 10 anos.

Mesmo com a evolução dos tratamentos, identificar a doença cedo continua sendo essencial para o sucesso do tratamento. Para o médico-veterinário e oncologista Luiz Sofal, o diagnóstico precoce continua sendo o fator que mais influencia as chances de controle da doença e a qualidade de vida dos pacientes. “Hoje contamos com recursos diagnósticos muito mais avançados do que há alguns anos. O grande desafio, porém, continua sendo fazer com que o tutor procure atendimento antes que o animal apresente sinais mais evidentes. Quanto mais cedo identificamos um tumor, maiores são as possibilidades de tratamento e melhor tende a ser a resposta clínica.”

Segundo Sofal, muitos tutores associam alterações no comportamento ou na disposição do animal apenas ao envelhecimento, retardando a procura por atendimento veterinário. “Nem todo câncer provoca dor ou sintomas intensos no início. Um pequeno nódulo, a perda de peso sem motivo aparente, uma ferida que não cicatriza ou até uma mudança de comportamento podem ser os primeiros indícios de que algo não está bem. Esses sinais nunca devem ser ignorados.”

Além das consultas de rotina, hábitos como manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso, incentivar a prática de atividades físicas, evitar a exposição excessiva ao sol e seguir a orientação do médico-veterinário sobre a castração também podem contribuir para a prevenção de alguns tipos de câncer.

Luiz Sofal explica que cada animal possui características e fatores de risco específicos, por isso o acompanhamento deve ser individualizado. “Não existe uma forma de eliminar completamente o risco de desenvolver câncer, mas é possível reduzir esse risco e aumentar as chances de sucesso do tratamento quando a doença é identificada nas fases iniciais. O acompanhamento veterinário regular é o melhor caminho para isso”, afirma.

O oncologista reforça que a frequência das consultas deve ser definida pelo médico-veterinário, levando em consideração fatores como idade, raça, histórico de saúde e estilo de vida do animal. Em cães e gatos idosos, esse a

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