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Pequenos municípios superam grandes centros e se consolidam entre os melhores em qualidade fiscal

Municípios pequenos, estruturas administrativas mais enxutas e resultados que superam os dos principais centros de suas microrregiões. O Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, o Ranking Siconfi, mostra que, quando o assunto é a consistência das informações prestadas ao Tesouro Nacional, tamanho não é sinônimo de melhor resultado.

Na edição de 2026, seis municípios de menor porte ocuparam as três primeiras posições das microrregiões de Diamantina e Conceição do Mato Dentro. Todos conquistaram Nota A na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Na microrregião de Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Itambé ficou em primeiro lugar, seguido por Serra Azul de Minas e Alvorada de Minas. Em Diamantina, o primeiro colocado foi Gouveia, seguido por Couto de Magalhães de Minas e Felício dos Santos.

O resultado, porém, não é isolado. O histórico das últimas cinco edições revela a presença recorrente desses municípios entre os primeiros colocados.

Cinco anos entre os primeiros

Na microrregião de Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Alvorada de Minas ocuparam, entre si, as três primeiras posições em todas as cinco edições, de 2022 a 2026.

Santo Antônio do Itambé liderou em 2022, 2024, 2025 e 2026. Alvorada de Minas ficou em primeiro lugar em 2023, enquanto Serra Azul de Minas também permaneceu no pódio durante todo o período.

Na microrregião de Diamantina, Gouveia, Couto de Magalhães de Minas e Felício dos Santos estiveram entre os quatro primeiros em todas as cinco edições analisadas. Em 2026, os três ocuparam, juntos, todo o pódio. Gouveia liderou em 2022, 2023 e 2026.

Mais do que boas colocações em um determinado ano, o histórico revela a capacidade de manter padrões elevados de qualidade ao longo do tempo.

Entre os melhores de Minas

A liderança regional também se traduz em posições expressivas no Estado. Santo Antônio do Itambé alcançou o 22º lugar em Minas e o 124º no Brasil; Serra Azul de Minas, o 34º estadual e o 193º nacional; e Alvorada de Minas, o 49º em Minas e o 271º no país.

Na outra microrregião, Gouveia ficou em 31º lugar em Minas e 175º no Brasil; Couto de Magalhães de Minas, em 40º e 228º; e Felício dos Santos, em 76º e 429º, respectivamente. Assim, os seis líderes estão entre os 100 municípios mais bem classificados de Minas Gerais e todos receberam Nota A em 2026.

Desde a edição de 2024, o Ranking Siconfi reconhece com o Brasão Qualidade da Informação Contábil e Fiscal os entes que alcançam avaliação máxima por dois ou mais anos consecutivos. Se a Nota A demonstra a qualidade em uma edição, o Brasão valoriza a capacidade de preservar esse padrão.

Para Rogério Costa Maciel, sócio-diretor da HLH, manter esse nível exige que a qualidade seja incorporada à rotina administrativa. “Alcançar uma boa posição em um ano é importante, mas sustentar a qualidade é um desafio ainda maior. A Nota A consecutiva e o Brasão mostram justamente essa maturidade. É um trabalho construído durante todo o exercício, com conferência, prevenção de inconsistências, orientação às equipes e acompanhamento das informações. Quando esse processo passa a fazer parte da rotina, a qualidade deixa de depender de um esforço pontual e se torna uma prática permanente.”

Quando o tamanho deixa de ser vantagem

O contraste aparece na comparação com municípios de maior porte e protagonismo regional. Santo Antônio do Itambé ocupa a 22ª posição em Minas, enquanto Conceição do Mato Dentro aparece em 824º lugar — uma diferença de 802 posições. Nacionalmente, estão em 124º e 5.189º, respectivamente, uma distância de 5.065 colocações.

Serro, outro município de maior porte da microrregião, está em 205º lugar no Estado e 1.405º no Brasil, também atrás de Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Alvorada de Minas.

Situação semelhante ocorre na microrregião de Diamantina. Gouveia ocupa o 31º lugar em Minas, contra o 713º de Diamantina — uma diferença de 682 posições. No ranking nacional, estão em 175º e 4.400º, respectivamente, uma distância de 4.225 colocações.

As comparações não significam que municípios de diferentes portes enfrentem as mesmas condições administrativas. Evidenciam, porém, que população, estrutura e protagonismo regional não asseguram melhor desempenho na qualidade das informações contábeis e fiscais.

O que há em comum entre os líderes

Além do porte reduzido e da recorrência nas primeiras posições, os seis municípios têm outro ponto em comum: todos utilizam software e assessoria especializada da HLH Serviços e Tecnologia Ltda. nas rotinas de organização, conferência e transmissão das informações contábeis e fiscais.

A empresa mineira atua em conjunto com as equipes municipais, combinando tecnologia, orientação técnica e acompanhamento preventivo para a identificação de inconsistências. Para Helbert Lopes de Macedo, presidente da HLH, os resultados mostram que estruturas menores podem alcançar elevados padrões de qualidade.

“Quando há uma equipe comprometida, processos bem organizados, acompanhamento permanente e tecnologia adequada, uma prefeitura pequena pode atingir um nível de qualidade comparável — e até superior — ao de estruturas muito maiores. E não estamos falando de um resultado isolado, mas de municípios que vêm se mantendo entre os melhores ao longo dos anos.”

A recorrência observada nas duas microrregiões reforça esse aspecto: mais do que chegar às primeiras posições, esses municípios vêm conseguindo sustentar elevados padrões de qualidade em diferentes exercícios.

Um resultado que vai além das duas microrregiões

Os dados gerais do Siconfi 2026 ajudam a dimensionar esse desempenho. Dos dez municípios mais bem classificados de Minas, sete são assessorados pela HLH, ocupando o 2º, 3º, 4º, 5º, 7º, 9º e 10º lugares.

São ainda 19 municípios atendidos entre os 25 primeiros do Estado, 35 entre os 50 e 52 entre os 100 melhores de Minas. No cenário nacional, 13 estão entre os 100 primeiros colocados do Brasil.

Entre os 142 municípios mineiros que receberam Nota A e o Selo de Qualidade da Informação Contábil e Fiscal em 2026, 70 contaram com assessoria e/ou soluções de tecnologia da HLH — praticamente metade do total estadual.

O desempenho também alcançou o IV Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal: Santo Antônio do Retiro, atendido pela empresa, foi reconhecido como município de melhor desempenho da Região Sudeste, entre municípios com até 100 mil habitantes.

Qualidade da informação pública

Elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Ranking Siconfi avalia a qualidade e a consistência das informações contábeis e fiscais enviadas por estados e municípios. Dados consistentes aumentam a confiabilidade das informações utilizadas no acompanhamento das contas públicas, na transparência, no controle e na tomada de decisões.

O histórico das microrregiões de Diamantina e Conceição do Mato Dentro mostra que bons resultados não dependem apenas do tamanho de uma prefeitura. Ao longo de cinco edições, municípios pequenos permaneceram entre os primeiros e, em 2026, superaram centros maiores e mais estruturados — uma constância que evidencia o peso da organização, da continuidade, da capacidade técnica e da tecnologia na qualidade da gestão da informação pública.

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