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Carregar o celular exige cuidados: acidentes provocaram 14 mortes no Brasil em 2025 

Carregar o celular é uma atividade tão presente na rotina que os riscos envolvidos muitas vezes passam despercebidos. Cabos danificados, carregadores inadequados, equipamentos superaquecidos e o uso de aparelhos conectados à tomada em condições inseguras podem, no entanto, provocar choques elétricos, incêndios e acidentes graves. 

Dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026 – Ano Base 2025, da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), reforçam a necessidade de atenção. Somente em 2025, foram registrados no Brasil 13 acidentes por choque elétrico relacionados ao carregamento de dispositivos móveis, que provocaram nove mortes. O levantamento contabilizou ainda 19 incêndios de origem elétrica associados ao carregamento desses equipamentos, com cinco vítimas fatais. 

Dessa forma, a Cemig orienta os consumidores a adotarem cuidados mesmo em atividades aparentemente simples do dia a dia. Antes de conectar um celular ou outro dispositivo à tomada, é importante verificar as condições do carregador, do cabo e da própria instalação elétrica. 

Segundo o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, a familiaridade com esses equipamentos não deve criar a falsa percepção de que não existem riscos. 

“Carregar o celular faz parte da rotina de praticamente todas as pessoas e, justamente por isso, muitas vezes esse procedimento é feito sem a atenção necessária. Os números mostram que acidentes envolvendo esses equipamentos podem ter consequências graves. Cabos danificados, carregadores inadequados, mau contato ou qualquer sinal de aquecimento excessivo devem ser encarados como um alerta para interromper imediatamente o carregamento”, afirma. 

Local escolhido para carregar o celular também exige atenção 

Além das condições do equipamento, a Cemig chama a atenção para o local onde o celular é colocado durante o carregamento. Aparelhos e carregadores devem permanecer em superfícies firmes, ventiladas e que permitam a dissipação do calor produzido durante o funcionamento. 

Por isso, deve-se evitar carregar celulares sobre camas, sofás, almofadas, embaixo de travesseiros ou em mesas cobertas com toalhas e outros tecidos, principalmente quando o equipamento permanece sem supervisão. Esses materiais podem dificultar a dissipação do calor e, diante de uma falha ou superaquecimento, favorecer o início e a propagação de um incêndio. 

“Durante o carregamento, tanto o aparelho quanto o carregador podem apresentar algum aquecimento. O celular deve permanecer em local ventilado e sobre uma superfície adequada. Deixá-lo sobre a cama, embaixo do travesseiro ou em contato com tecidos é um hábito que precisa ser evitado, porque esses materiais dificultam a dissipação do calor e podem agravar uma eventual situação de superaquecimento”, alerta o gerente da Cemig. 

Cabos e carregadores danificados devem ser substituídos 

Fios desencapados, conectores quebrados, plugues deformados, mau contato, cheiro de queimado ou aquecimento anormal são sinais de que o equipamento não deve continuar sendo utilizado. A Cemig recomenda ainda o uso de carregadores adequados às especificações do aparelho e que atendam aos requisitos de segurança. 

Improvisações também devem ser evitadas. Adaptadores inadequados, tomadas em más condições e a utilização de vários equipamentos em um mesmo ponto podem provocar aquecimento e aumentar o risco de acidentes. 

Água e eletricidade não combinam 

A atenção deve ser ainda maior em ambientes úmidos. A Cemig orienta que celulares conectados à tomada não sejam utilizados próximos a chuveiros, banheiras, piscinas, pias ou outros locais onde exista possibilidade de contato com água. 

Também não se deve manusear carregadores, tomadas ou aparelhos conectados à rede elétrica com as mãos ou o corpo molhado. 

“Água e eletricidade são uma combinação extremamente perigosa. O ideal é esperar o aparelho terminar o carregamento e desconectá-lo da tomada antes de utilizá-lo em ambientes onde exista presença de água. São cuidados simples que reduzem significativamente a exposição ao risco de choque elétrico”, reforça o gerente da Cemig. 

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