Depois de mais de três décadas dedicadas à Psicologia, Lilian Barbosa de Rezende encontrou na Biodécodage uma nova perspectiva para conduzir seus atendimentos. A aproximação com a abordagem começou a partir de uma experiência pessoal, diante de uma condição crônica autoimune e do interesse em compreender de forma mais profunda a origem das questões que se manifestavam em seu próprio corpo.
“Eu fui para a Biodécodage através do meu interesse na origem das questões. Quando vi a possibilidade de mergulhar um pouco mais na origem de tudo isso, foi o que me chamou muita atenção”, explica Lilian, que atualmente realiza atendimentos presenciais, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e também de forma online.
Segundo a psicóloga, a experiência com a abordagem ampliou as possibilidades de investigação durante os atendimentos. Ela relata ter acompanhado casos em que pessoas passaram a lidar de outra maneira com medos, alergias e outras questões que interferiam em sua rotina. Entre os exemplos citados estão pacientes que tinham reações alérgicas que dificultavam o contato com animais e que, posteriormente, passaram a conviver com cães, além de pessoas que apresentavam medos considerados paralisantes e que conseguiram retomar atividades e situações que antes evitavam.

Uma nova ferramenta para uma trajetória de mais de 30 anos
Psicóloga transpessoal, com formações em abordagem sistêmica e Constelação Familiar, além de certificações internacionais, Lilian já possuía um repertório diversificado quando conheceu a Biodécodage.
Para ela, o contato com os protocolos e recursos técnicos da abordagem representou uma mudança na maneira de desenvolver seu trabalho. “A Biodécodage trouxe uma velocidade, uma profundidade e uma precisão para os tratamentos. Meu trabalho se modificou, não no volume de atendimentos, mas na forma como desenvolvo o trabalho e olho para cada questão”, afirma.
Um dos aspectos que despertaram seu interesse foi a possibilidade de trabalhar a partir de um chamado código biológico, utilizando recursos técnicos específicos para investigar o que seria o registro inicial de um conflito.
“Um dos grandes diferenciais da Biodécodage é não ter representantes ou interpretações. A técnica tem recursos que acessam o registro primeiro do conflito, sem risco de distorções”, explica.
Na prática profissional de Lilian, a abordagem passou a dialogar com os conhecimentos que ela já havia adquirido ao longo da carreira, e não a substituí-los. A psicóloga defende a integração entre diferentes conhecimentos e ferramentas como uma maneira de ampliar as possibilidades de investigação e acompanhamento de cada pessoa.
Conhecimentos que se transformam em projetos
Essa perspectiva de integração também está presente em projetos autorais desenvolvidos por Lilian. Um deles é o Coração de Luz, conjunto de 106 cartas terapêuticas criadas pela psicóloga. Os textos podem ser utilizados como apoio no cotidiano e também como recurso complementar durante os atendimentos.
Outro projeto é o workshop “Iluminando a sua Identidade”, que chega à terceira edição no dia 24 de outubro. A proposta reúne vivências terapêuticas e recursos desenvolvidos a partir das diferentes formações e experiências profissionais de Lilian.
De acordo com a psicóloga, o movimento de integração da Biodécodage com outras áreas de conhecimento ganhou espaço no Brasil a partir de 2018, com a atuação do Instituto Cintia Chiarelli, responsável por trazer e organizar a formação na abordagem no país.
O Instituto reúne profissionais de diferentes áreas da saúde que trabalham com a Biodécodage em 90% dos estados brasileiros, segundo Lilian, favorecendo a ampliação da abordagem e a troca de experiências entre especialistas.
Do sintoma à investigação
Para Lilian, uma das principais mudanças proporcionadas pela Biodécodage foi ampliar a maneira de investigar aquilo que chega ao consultório.
Nessa perspectiva, o sintoma deixa de ser observado apenas como uma manifestação isolada e passa a ser considerado um possível ponto de partida para investigar conflitos e experiências relacionadas à história de cada pessoa.
“A questão é ampliar o olhar para aquilo que chega ao consultório e investigar o que está por trás daquela manifestação”, resume a psicóloga.
Com uma trajetória construída ao longo de mais de 30 anos na Psicologia e diferentes formações incorporadas à prática profissional, Lilian segue desenvolvendo seu trabalho a partir da integração de conhecimentos e ferramentas. Para ela, a experiência com a Biodécodage representa mais uma possibilidade de aprofundar a escuta e a investigação durante o processo terapêutico.


