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Planejamento financeiro evita aperto nas contas de fim de ano

O calendário marca setembro, mas o brasileiro já consegue avistar a chegada de dezembro. Com a proximidade do fim de ano, surgem diversas despesas como Dia das Crianças, Black Friday, confraternizações, amigo secreto, Natal e Ano Novo. Logo em seguida, chegam os custos com matrícula, material escolar, IPVA e IPTU. Mesmo contando com recursos extras, como o 13º e férias, é preciso saber gerenciar o dinheiro para não começar o próximo ano no vermelho.

A estrategista financeira e empresária Cecília Assis revela que, quanto antes o planejamento for feito, mais tempo a pessoa terá para organizar as finanças e evitar surpresas desagradáveis. “O melhor momento para se preparar para usar o dinheiro é antes mesmo de ele chegar. Caso contrário, a rotina será apenas apagar incêndios, e esses incêndios são contas gigantescas com as quais teremos que arcar. É importante se planejar agora, antes de receber o 13º salário”, pontua.

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Cecília Assis – Crédito: Mínima Ideia

Segundo Cecília, o primeiro passo para uma boa organização é listar todas as despesas previstas para os próximos meses. Em seguida, é necessário estimar o custo de cada uma delas.

Outro ponto que parece óbvio, mas esbarra no comportamento de muitos brasileiros, é a empolgação com os festejos, que leva à perda dos limites. “Seja sincero consigo mesmo e se planeje conforme a sua realidade. É preciso encontrar um equilíbrio entre o que você quer gastar e o valor real das coisas. Por exemplo, se a intenção é gastar R$1.500 em presentes de Natal, mas a folga real é de R$500, mire no meio-termo. Com despesas entre R$750 e R$1.000, você mantém um orçamento realista, alinhando receitas e gastos”, detalha Cecília.

Após mapear as despesas, é essencial focar nos recursos que vão entrar, como o 13º salário, o valor das férias ou eventuais rendas extras. Considerar essas entradas é fundamental, pois o período entre outubro e fevereiro do ano seguinte concentra um alto volume de gastos.

Além das despesas atípicas, o orçamento mensal precisa continuar funcionando. Após estimar todos esses custos, é hora de identificar a cor em que se encontram as suas finanças. “Se a conta está no vermelho, o dinheiro está faltando. Nesse caso, é fundamental entender que o valor recebido no fim do ano não deve ir para festividades, mas para quitar dívidas. É um sinal de que ajustes precisam ser feitos o quanto antes. Quem está no amarelo gasta exatamente tudo o que recebe e precisa buscar formas de sair do zero a zero, seja cortando custos ou aumentando a renda”, explica a especialista.

Para quem está no verde, a situação é mais confortável e o dinheiro está sobrando. Contudo, segundo a estrategista, isso não elimina a necessidade de avaliar os números para aprimorar ainda mais a vida financeira.

Nesse processo de ajuste, muitas pessoas recorrem ao cartão de crédito para dar conta dos compromissos de fim de ano, mas vale lembrar que o recurso não representa uma renda adicional e precisará ser pago posteriormente. “Se optar por usar o cartão de crédito, avalie qual valor poderá utilizar, em quantas parcelas e quanto isso vai comprometer o orçamento mensal. Fazer essa análise é essencial, pois é provável que já existam parcelas de compras anteriores que também precisam ser honradas”, aconselha a especialista, ressaltando que o planejamento evita dívidas desnecessárias e de difícil resolução.Foto de Cecília: Mínima Ideia

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