No Brasil, o setembro marca o início da primavera e, nos dias 21 e 25, celebra o Dia da Árvore e o Dia Nacional da Sustentabilidade, respectivamente. É nesse contexto que o Clara Arte, localizado dentro do Instituto Inhotim, reforça uma proposta de hospitalidade alinhada aos princípios do turismo regenerativo, conceito que amplia a visão tradicional de sustentabilidade ao buscar não apenas reduzir impactos ambientais, mas contribuir positivamente para os territórios onde o turismo acontece.
Prova disso, é que a sustentabilidade faz parte de um dos pilares do empreendimento e da rotina do hotel. Com o objetivo de reforçar práticas ambientalmente corretas, o Clara Arte disponibiliza pontos de água nos 76 quartos e bangalôs, permitindo que os hóspedes abasteçam as suas próprias garrafas, reduzindo, dessa forma, o consumo de embalagens descartáveis. Dados do setor de operações do resort comprovam que essa ação representa uma economia estimada em cerca de 300 mil garrafas plásticas de água por ano, reduzindo a geração de resíduos plásticos associados à operação.
A iniciativa faz parte de uma visão mais ampla do Clara Resorts, que trabalha com práticas relacionadas à gestão responsável dos recursos naturais, além da valorização de fornecedores e da economia das regiões onde os seus empreendimentos estão instalados. No Clara Arte, por exemplo, a integração entre arquitetura e território também é apresentada pelo grupo como parte de sua estratégia de ESG, associada à valorização cultural e ao impacto social.

Mais do que preservar, o turismo regenerativo propõe uma relação de troca, onde o destino recebe o visitante, mas também deve se beneficiar da atividade turística por meio da valorização da biodiversidade, da cultura, das comunidades e da economia local. A tendência já aparece no Plano Nacional de Turismo 2024–2027, que destaca experiências em contato com a natureza e iniciativas capazes de gerar impactos positivos para o meio ambiente e as comunidades receptoras.
“Para nós, sustentabilidade não está separada da experiência de hospitalidade. Ela passa pela forma como nos relacionamos com o território, valorizamos a cultura local e buscamos reduzir os impactos da operação. O turismo regenerativo amplia essa visão ao propor que a presença do turismo também gere valor para o lugar onde ele acontece”, afirma a CEO do Clara Resorts, Taiza Krueder.
No Clara Arte, esse conceito encontra um cenário especialmente simbólico. O empreendimento está inserido no Instituto Inhotim, em uma área de 140 hectares que reúne arte contemporânea, jardins e espécies botânicas em uma paisagem de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. A experiência do hóspede é construída justamente a partir dessa relação entre arte e natureza, com acesso ao parque incluído na hospedagem e roteiros guiados que aproximam os visitantes das obras, jardins e paisagens.
LEGADO DO TURISMO REGENERATIVO
A executiva destaca que a sustentabilidade precisa estar presente também nos pequenos gestos da experiência do hóspede. “Quando colocamos pontos de água em todos os nossos quartos e bangalôs, estamos oferecendo conforto e praticidade ao hóspede e, ao mesmo tempo, evitando que cerca de 300 mil garrafas plásticas sejam utilizadas e descartadas todos os anos. É um exemplo de como uma mudança simples na operação pode gerar um resultado ambiental significativo quando pensamos em escala. Mais do que visitar a natureza, é preciso aprender a fazer parte dela”, enfatiza.
A escolha de setembro para reforçar essa mensagem também dialoga diretamente com a essência do Clara Arte que, segundo Taiza, busca posicionar a hospitalidade como parte de um ecossistema maior, uma experiência sofisticada, mas consciente; conectada à arte, mas também à biodiversidade; voltada ao bem-estar do hóspede, sem perder de vista o cuidado com o território.

