Pão francês, pão de sal, cacetinho. Não importa o nome dado, fato é que o pão é paixão nacional. Prova disso é que o setor de panificação e confeitaria no Brasil apresenta números expressivos de faturamento, produção e consumo. Em 2025, a panificação brasileira faturou R$ 164,12 bilhões, produziu 7,6 milhões de toneladas de pães e gerou 2,76 milhões de empregos.
“O pão está presente na história de diferentes povos e culturas. Sua produção parte de ingredientes básicos, como farinha, água e fermento, mas pode resultar em produtos bastante diferentes de acordo com os métodos empregados, o tempo de fermentação, o tipo de forno, as características dos ingredientes e até questões climáticas”, explica Luan Damiano, instrutor de formação profissional do Senac em Minas.
No Brasil, a diversidade do alimento pode ser observada nos próprios nomes e formatos dos pães. O tradicional pão francês, por exemplo, apresenta variações de tamanho, formato, cortes e características da crosta. No Sul, o pão colonial também preserva características próprias, com receitas associadas à cultura de comunidades de imigrantes.
Já em Minas Gerais, receitas tradicionais de pães doces, roscas e preparações que utilizam ingredientes como fubá, milho e leite condensado também fazem parte da gastronomia local.
O pão artesanal
Durante a pandemia, o interesse pelo preparo de pães artesanais ganhou força. A experiência com diferentes processos de fermentação e ingredientes contribuiu para tornar os consumidores mais atentos às características dos produtos que chegam à mesa.
A busca pelo pão artesanal também resgata uma relação mais próxima entre consumidor e produtor. Se, em determinado momento, o pão passou a ser associado principalmente ao produto comercializado no mercado, agora cresce novamente o interesse pela produção feita por padeiros e pequenos produtores, com maior atenção ao processo de preparo e às características próprias de cada receita.
Hoje, o pão artesanal é também uma alternativa para quem busca uma alimentação saudável, pois tem uma menor utilização de melhoradores e aditivos. Além disso, o pão feito artesanalmente é um alimento mais completo do que pães industriais.

De hobby a negócio
A facilidade em encontrar uma diversidade ampla de ingredientes e equipamentos acessíveis são fatores que potencializaram a transformação da produção de pães caseiros em oportunidades de negócio.
Segundo Jefferson Ferreira, instrutor de formação profissional do Senac, a indústria de equipamentos acompanhou o crescimento da produção doméstica, com opções menores de batedeiras, fornos e equipamentos para fermentação. A disponibilidade de ingredientes e insumos em embalagens menores também facilitou o preparo em casa, inclusive para quem vive em apartamentos.
“Para transformar em negócio, você só precisa ter noções básicas de como fazer um pão, como armazená-lo e como vendê-lo, é claro. E isso a gente fala nos cursos de Panificação do Senac. Hoje, por conta das redes sociais, existe uma facilidade de divulgar a própria produção e ampliar o interesse pelo produto”, explicou Jefferson.
Jefferson é um exemplo de que dá para transformar a paixão pelos pães em negócio. Ele conta que começou a trabalhar em padarias aos 15 anos e chegou ao cargo de gerente. Depois que estudou panificação no Senac, começou a produzir no próprio apartamento, com os insumos que eram possíveis. Em seguida, conseguiu alugar uma sala e aumentou a produção.
O Senac já tem um novo curso de Padeiro previsto para o começo de 2027. A capacitação será gratuita e terá 20 vagas por período. As inscrições deverão ser feitas diretamente no Senac Belo Horizonte – Unidade Goitacazes (Rua dos Goitacazes, 1159 – Barro Preto).



