Notícia

ESG na prática: thyssenkrupp Springs & Stabilizers reduz resíduos e amplia eficiência energética na produção automotiva

A descarbonização ganhou espaço entre as principais prioridades da indústria automotiva brasileira para os próximos anos. O tema representa 27,1% das menções no Estudo IQA: Cenário da Qualidade Automotiva no Brasil 2026-2028, elaborado pelo Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) com a participação de 60 lideranças da cadeia produtiva. Critérios ESG aparecem na sequência, com 23,7%, seguidos pela eletrificação, com 20,3%.

Esse movimento também se intensifica entre os fornecedores de componentes, que vêm incorporando critérios ambientais tanto na escolha das matérias-primas quanto na modernização dos processos produtivos. É o caso da thyssenkrupp Springs & Stabilizers, fabricante de molas helicoidais, barras estabilizadoras e outros componentes de suspensão, que combina materiais reciclados, energia renovável e investimentos em eficiência industrial em sua estratégia de redução de emissões.

Um dos exemplos é a Barra Chata Mola XCarb®, utilizada na fabricação de feixes de molas. O componente é produzido com matéria-prima 100% reciclada e energia 100% renovável e já está disponível para montadoras instaladas no Brasil e para o mercado de reposição.

Ao mesmo tempo, a indústria busca conciliar produtividade e redução do consumo de recursos. Na operação brasileira da thyssenkrupp, um novo forno de tratamento térmico pode alcançar capacidade de 2.100 kg/h, mais de quatro vezes superior à do equipamento anterior. A tecnologia também pode reduzir em até 40% o consumo de gás natural nessa etapa produtiva por meio do reaproveitamento do calor gerado durante a operação.

“O ganho ambiental precisa estar associado a uma melhoria concreta da operação. Quando conseguimos consumir menos energia para produzir mais, reduzimos emissões e custos ao mesmo tempo, o que torna a sustentabilidade parte da competitividade industrial”, diz Rita Souza, gerente de Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Melhoria Contínua da thyssenkrupp Springs & Stabilizers no Brasil.

A eficiência energética tem impacto especialmente relevante em etapas como forjamento e tratamento térmico, que demandam elevados volumes de energia na fabricação de componentes metálicos. A modernização dos equipamentos permite, portanto, atuar simultaneamente sobre produtividade, capacidade industrial e consumo energético.

Essa transformação também começa a ganhar espaço na relação comercial entre montadoras e fornecedores. Segundo Rita, clientes já solicitam informações relacionadas à pegada de carbono dos produtos durante negociações, considerando emissões dos escopos 1, 2 e 3, além de aspectos como a origem da matéria-prima e o transporte ao longo da cadeia.

“A tendência é que a informação ambiental tenha cada vez mais relevância nas decisões de compra. O fornecedor precisa conseguir demonstrar não apenas suas emissões, mas também onde estão as oportunidades de redução ao longo da cadeia”, afirma.

Na operação brasileira, a companhia mantém sistemas de gestão alinhados às certificações ISO 14001 e ISO 50001, além de iniciativas voltadas à redução do envio de resíduos para aterros e ao uso de energia renovável. As medidas estão alinhadas à estratégia climática da thyssenkrupp, que estabelece como objetivo alcançar a neutralidade climática global até, no máximo, 2045.

Deixe um comentário