Minas Gerais ultrapassou o Rio de Janeiro e passou a ocupar a segunda posição entre os estados brasileiros com maior número de consumidores inadimplentes. Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, referente a setembro, o estado contabiliza 8.051.188 pessoas negativadas, contra 8.036.425 no território fluminense. O cenário coincide com o início da 36ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome, que começa nesta terça-feira (3) e disponibiliza quase 60 milhões de ofertas de renegociação para os consumidores mineiros, com descontos de até 99%.
A mudança no ranking ocorreu após Minas registrar um acréscimo de 15.333 inadimplentes em relação a agosto, crescimento de 0,19%. No mesmo período, o Rio de Janeiro apresentou redução de aproximadamente 65 mil consumidores nessa condição. Com isso, Minas passou a concentrar o segundo maior contingente de pessoas negativadas do país, atrás apenas de São Paulo.
O volume absoluto, entretanto, não significa que Minas seja o segundo estado com a maior proporção de inadimplentes. Embora reúna mais de 8 milhões de consumidores nessa situação, o percentual corresponde a 47,52% da população adulta mineira, abaixo da média nacional de 51,1%. Em outras palavras, a posição de Minas no ranking é influenciada pelo tamanho de sua população: o estado ocupa o segundo lugar em quantidade de pessoas negativadas, mas não quando se considera a parcela de adultos inadimplentes.
O levantamento revela ainda que os consumidores mineiros acumulam 31,8 milhões de dívidas negativadas, que somam R$56,8 bilhões. O valor médio devido por pessoa chega a R$7.053,05, o equivalente a aproximadamente quatro registros de dívidas por consumidor inadimplente.
Entre os municípios, Belo Horizonte concentra 1,09 milhão de consumidores negativados e R$9,36 bilhões em dívidas. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, são 364,8 mil inadimplentes, com valor médio devido de R$8.937,88 por pessoa, superior à média estadual e à registrada na capital, de R$8.591,38. Juiz de Fora, na Zona da Mata, contabiliza 241 mil consumidores inadimplentes, enquanto Montes Claros, no Norte de Minas, registra 182 mil.
Contas básicas ainda têm peso maior que financeiras em Minas
Além do número de inadimplentes, o levantamento aponta diferenças entre o perfil das dívidas dos mineiros e o cenário nacional. No estado, bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos registros, com 26,4% do total, seguidos pelas contas básicas de água, luz e gás, que representam 21,1%. As dívidas com financeiras aparecem na terceira posição, com 19,1%.
No Brasil, a situação é diferente. Pela primeira vez na série histórica, as financeiras assumiram a segunda posição entre os segmentos com maior participação nas dívidas negativadas, chegando a 20,66% do total e ultrapassando as contas básicas, que representam 20,32%. Bancos e cartões seguem na liderança, com 27,16%.
O cenário nacional também é de recorde. Em setembro, o país atingiu 84,2 milhões de consumidores inadimplentes, maior patamar da série histórica iniciada em 2016. As dívidas negativadas já somam R$597,4 bilhões, montante 0,90% superior ao registrado em agosto.
“A inadimplência cresceu 34,17% desde 2020 e aumentou 6% apenas de setembro de 2025 para o mesmo mês desse ano. É o maior índice da série histórica. Desde abril, observamos uma desaceleração no ritmo de crescimento, mas o número continua aumentando”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa. “Por isso, os mutirões de renegociação de dívidas são cada vez mais importantes: ajudam a conter esse avanço e, junto com ações de educação financeira, a evitar que as pessoas voltem a ficar inadimplentes.”
Feirão oferece quase 60 milhões de oportunidades de negociação em Minas
Diante desse cenário, a 36ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome amplia as possibilidades de renegociação para milhões de brasileiros que buscam recuperar o controle da vida financeira. Em Minas Gerais, são 59,8 milhões de ofertas disponíveis para negociação, com condições especiais que podem incluir descontos de até 99% e parcelamento dos débitos, conforme as propostas apresentadas pelas empresas credoras.
Em todo o Brasil, o mutirão reúne o número recorde de mais de 3,3 mil empresas parceiras, dos segmentos bancário, financeiro, varejista, de telecomunicações e de serviços básicos, entre outros. São mais de 750 milhões de ofertas de negociação, volume 14% superior ao da edição realizada no mesmo período do ano passado.
Os consumidores também poderão encontrar condições de pagamento via Pix, com possibilidade de baixa imediata da negativação após a confirmação do pagamento, nas dívidas elegíveis.
Somente na última edição do Feirão, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos em todo o país.
“Chegamos a um momento em que mais da metade da população adulta brasileira enfrenta a inadimplência. Por isso, ampliar o acesso à renegociação é fundamental para que milhões de pessoas tenham a oportunidade de reorganizar suas finanças. Esta edição histórica do Feirão reúne o maior volume de ofertas que já disponibilizamos, com condições que buscam facilitar a quitação das dívidas e permitir que mais brasileiros comecem um novo capítulo de suas vidas financeiras”, afirma Aline.
Como negociar as dívidas no Feirão Limpa Nome?
As ofertas estarão disponíveis até as 23h59 do dia 6 de dezembro de 2026. Os consumidores podem consultar gratuitamente suas dívidas e verificar as condições de negociação pelos canais oficiais da Serasa:
Site: www.serasa.com.br
Aplicativo Serasa: disponível no Google Play e na App Store
WhatsApp oficial: (11) 99575-2096
Quem prefere atendimento presencial também pode recorrer às mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo Brasil, incluindo unidades em Minas Gerais. Durante o Feirão, a negociação de dívidas nesses locais estará isenta da taxa normalmente cobrada pelo serviço.
Para ser atendido, o consumidor deve apresentar um documento oficial com foto. As ofertas e condições de negociação disponíveis nas agências são as mesmas oferecidas no site e no aplicativo da Serasa.



