Belo Horizonte recebeu, no último sábado (7), o lançamento oficial da coleção “O que cabe no meu mundo e O Pequeno Príncipe”, da Bom Bom Book’s, editora brasileira reconhecida internacionalmente por exportar literatura infantil para mais de 70 países. O evento aconteceu na Livraria Leitura do BH Shopping e reuniu famílias, educadores, leitores e amantes da literatura infantil.
A coleção é escrita por Janayna Alves Brejo, doutora em Educação pela Unicamp, e ilustrada por Claudiney Almeida. A narrativa começa quando os personagens da série O que cabe no meu mundo são levados por uma ventania mágica até o Deserto do Saara, onde encontram o icônico menino de cabelos dourados criado por Antoine de Saint-Exupéry.

Segundo Janayna, a ideia do projeto partiu da própria editora: “A Bom Bom Book’s já tinha os personagens que são o carro-chefe do projeto O que cabe no meu mundo, seis personagens animais que encantam as crianças. A editora propôs criar algo que dialogasse com O Pequeno Príncipe e, como sou apaixonada pela obra, esse convite me tocou muito”, explica.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2014, a partir de leituras da obra original e de releituras existentes. “A ideia central foi promover um encontro entre os personagens de O que cabe no meu mundo e o universo do Pequeno Príncipe. Na história, ele convida esses personagens a conhecerem os planetas por onde passou. São os planetas e personagens originais, mas com uma releitura respeitosa e criativa”, afirma a autora. A adaptação foi possível porque, em 2015, O Pequeno Príncipe entrou em domínio público.
A escritora destaca ainda o caráter atemporal da obra. “Os livros são indicados a partir de 3 ou 4 anos, desde que a criança tenha um adulto para fazer a leitura. Mas uma boa história não tem idade. Ela agrada crianças e adultos e vai ganhando novos significados ao longo da vida”, ressalta.

Responsável pelas ilustrações, Claudiney Almeida conta que o maior desafio foi respeitar a identidade visual da obra original. “O Pequeno Príncipe me acompanha desde a infância. Durante o processo de ilustração, um dos principais desafios foi a questão das cores, já que a arte original foi feita em aquarela. Nosso cuidado foi alcançar as tonalidades certas e nos aproximar da obra original, respeitando sua essência sensível e poética”, explica. “Fiquei muito feliz com o resultado final, especialmente ao ver a impressão pronta.”
O lançamento contou ainda com a presença do colecionador José Marcos Ramos, conhecido como Zezinho, que possui uma das maiores coleções de O Pequeno Príncipe no Brasil, com cerca de 460 exemplares em diferentes idiomas. “Minha história com o livro começou em 1968, quando estudava francês. Desde então, toda viagem que faço, trago um exemplar. Com a internet, descobri que existem colecionadores no mundo inteiro, fiz amizades e a coleção só cresceu”, conta. Para ele, o clássico é “um livro para crianças de todas as idades”, capaz de despertar diferentes percepções ao longo da vida.

Ao longo de 10 volumes, a coleção apresenta um crossover literário inédito ao unir Cazé, Jiba, Paulinha e toda a turma da série O que cabe no meu mundo ao universo de O Pequeno Príncipe. A jornada simbólica revisita temas como amizade, frustração, responsabilidade, empatia e amadurecimento emocional, aproximando o clássico da realidade contemporânea das crianças brasileiras.


