O Dia da Internet Segura, celebrado em 10 de fevereiro, amplia um debate cada vez mais urgente: como garantir que a conectividade que sustenta a economia digital brasileira seja, de fato, segura. Em um cenário marcado pelo crescimento dos ataques cibernéticos, vazamentos de dados e interrupções de serviços críticos, falar em internet segura é, antes de tudo, falar em cibersegurança, infraestrutura resiliente e governança tecnológica.
A expansão acelerada da banda larga no Brasil foi fundamental para a inclusão digital, o avanço dos negócios e a digitalização de serviços públicos e privados. No entanto, esse progresso também ampliou a superfície de ataque das redes. Hoje, a segurança da informação não se limita mais a softwares ou políticas internas: ela começa na arquitetura da rede, passa pela proteção dos dados e se estende à capacidade de resposta a incidentes.
Nesse contexto, a infraestrutura assume um papel estratégico na cibersegurança. Redes robustas, distribuídas e de alta capacidade são essenciais para reduzir vulnerabilidades, aumentar a disponibilidade dos serviços e possibilitar reações mais rápidas a ameaças digitais. Na Brasil TecPar, essa visão se traduz em escala e solidez operacional. No terceiro trimestre de 2025, o grupo alcançou 1,08 milhão de acessos de banda larga fixa, apoiados por uma infraestrutura superior a 182 mil quilômetros de rede. Desse total, mais de 108 mil quilômetros correspondem a redes de longa distância e alta capacidade, enquanto cerca de 74 mil quilômetros atendem redes metropolitanas, fundamentais para a estabilidade e a segurança da conexão no uso cotidiano.
A cibersegurança também está diretamente relacionada à forma como os dados são processados e armazenados. A digitalização intensiva de operações, aplicações em nuvem e serviços críticos exige data centers preparados para operar sob padrões rigorosos de segurança física e lógica. A Brasil TecPar opera um data center principal com certificação ISO 27001:2022, além de oito edge data centers estrategicamente distribuídos. Essa estrutura garante redundância, continuidade operacional e maior proteção contra falhas, ataques e indisponibilidades — elementos essenciais para a segurança da informação.
Outro fator frequentemente negligenciado no debate sobre cibersegurança é a sustentabilidade financeira das operações. Manter ambientes tecnológicos seguros requer investimentos contínuos em infraestrutura, inovação, monitoramento e boas práticas de governança. Em setembro de 2025, as debêntures da Brasil TecPar tiveram seus ratings elevados pela S&P de ‘A+’ para ‘AA-’, com perspectiva estável. De acordo com a agência, a melhora reflete o ganho de escala e a evolução operacional da companhia, fortalecendo sua capacidade de sustentar investimentos de longo prazo em segurança e resiliência digital.
Garantir uma internet segura é, portanto, um esforço coletivo. Operadoras, provedores regionais, empresas de tecnologia, governos e usuários compartilham responsabilidades na prevenção de ataques cibernéticos, na proteção de dados sensíveis e na manutenção da continuidade dos serviços. A cooperação entre esses agentes é decisiva para enfrentar um ambiente digital cada vez mais complexo e desafiador.
No Dia da Internet Segura, a reflexão que se impõe é clara: a cibersegurança não pode ser tratada como um complemento, mas como um princípio estruturante da conectividade. Somente com infraestrutura sólida, governança responsável e visão de longo prazo será possível construir uma internet mais segura, confiável e preparada para sustentar o desenvolvimento digital do Brasil.

Por Wendel de Melo, COO da Brasil TecPar


