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Cidade do centro oeste de Minas Gerais vira referência em gestão inteligente de trânsito

Com cerca de 244 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025, Divinópolis é uma das principais cidades do interior de Minas Gerais e referência regional no Centro-Oeste do estado. A cidade também se tornou um case de gestão pública na área de trânsito ao centralizar dados de circulação, semáforos e câmeras em uma única operação. O sistema, desenvolvido pela 4Smart Cloud, empresa brasileira de tecnologia especializada em governança de dados e inteligência aplicada ao setor público, entrou em funcionamento no primeiro semestre de 2026 e passa agora por uma fase de expansão da rede de equipamentos.

A plataforma reúne, em uma mesma tela, dados de trânsito em tempo real com base no Waze, informações da rede semafórica e imagens das câmeras de monitoramento viário. Antes da implantação, essas informações estavam distribuídas em sistemas que não se comunicavam, o que dificultava a construção de uma visão integrada sobre o que acontecia nas ruas. A centralização permite que a equipe responsável pelo trânsito acompanhe diferentes fontes de informação simultaneamente e tenha mais elementos para decidir quando e como agir diante de uma ocorrência.

De acordo com a govtech, a proposta para Divinópolis foi estruturada desde o início como um projeto integrado de mobilidade inteligente, reunindo três frentes que funcionam de forma conectada. Trânsito em tempo real, semáforos e videomonitoramento chegam à mesma equipe e podem ser analisados em conjunto, sem a necessidade de alternar entre diferentes sistemas para compreender uma ocorrência. A plataforma entrou em funcionamento no final de maio, junto com a inauguração do novo Centro de Operações da cidade, onde uma equipe acompanha as condições do trânsito e os equipamentos conectados ao sistema.

Dados conectados à rotina da cidade

O cruzamento de dados passou a fazer parte da rotina operacional. Quando surge um alerta de trânsito ou uma ocorrência em um cruzamento com semáforo, por exemplo, o operador pode verificar a câmera mais próxima na mesma tela antes de decidir se é necessário enviar uma equipe ao local. A combinação das informações ajuda a evitar deslocamentos desnecessários e permite uma resposta mais rápida quando a presença física é necessária. Em um caso recente, o monitoramento identificou um veículo abandonado que bloqueava uma faixa. O operador acionou diretamente o agente de campo pelo sistema, e a situação foi resolvida em cerca de cinco minutos. Falhas em semáforos, que anteriormente dependiam de comunicação para chegar ao conhecimento da equipe, também passaram a ser identificadas de forma praticamente imediata por quem está de plantão.

Em um caso recente, o monitoramento identificou um veículo abandonado que bloqueava uma faixa. O operador acionou diretamente o agente de campo pelo sistema, e a situação foi resolvida em cerca de cinco minutos. Falhas em semáforos, que anteriormente dependiam de comunicação para chegar ao conhecimento da equipe, também passaram a ser identificadas de forma praticamente imediata por quem está de plantão.

“Esse é exatamente o tipo de ganho que a integração dos dados permite. Quando diferentes informações estão disponíveis no mesmo ambiente, a equipe consegue entender melhor o que está acontecendo antes de decidir como agir. Isso reduz deslocamentos desnecessários e ajuda a direcionar os recursos para onde eles realmente são necessários”, afirma Naya Martins, Head de Revenue Operations da 4Smart Cloud.

A experiência de Divinópolis mostra como a integração de diferentes fontes de informação pode alterar a forma como uma cidade de médio porte administra problemas cotidianos de mobilidade. Em vez de depender exclusivamente de chamados ou da identificação visual de uma ocorrência, a equipe passa a contar com dados de trânsito, imagens e informações dos equipamentos para confirmar o que está acontecendo e definir a resposta. O ganho está menos na quantidade de tecnologia instalada e mais na capacidade de transformar os dados disponíveis em informação útil para a operação.

A mobilidade acessível a todos é uma prioridade estratégica da atual gestão municipal, e a busca por uma estrutura capaz de apoiar essa visão com tecnologia e dados levou à parceria com a 4Smart Cloud. Os módulos de trânsito em tempo real e de gestão semafórica operam de forma contínua desde o lançamento oficial da plataforma, enquanto as equipes responsáveis pelo uso do sistema já foram capacitadas.

A estrutura entra agora em uma nova etapa, com a instalação de pontos adicionais de semáforo e câmera, em uma expansão que deve continuar nos próximos meses. Entre os módulos, o videomonitoramento é o que apresenta maior potencial de ampliação de capacidade no curto prazo. A operação também conta com o apoio da Garra Traffic, parceira da 4Smart Cloud no atendimento à Prefeitura de Divinópolis. A empresa participa da estruturação do projeto e mantém uma pessoa própria dentro do Centro de Operações, contribuindo para a continuidade da operação e para o acompanhamento do sistema no dia a dia.

Um modelo que pode ser escalado em Minas Gerais e outros estados brasileiros

Para a 4Smart Cloud, a experiência de Divinópolis ajuda a demonstrar como a integração de dados pode ser aplicada em outros municípios de porte médio, especialmente em cidades que precisam ampliar a capacidade de resposta sem necessariamente aumentar a estrutura operacional na mesma proporção.

Um dos principais aprendizados é que a integração depende não apenas da tecnologia, mas de uma estrutura preparada para utilizar os dados. A presença de um ponto focal técnico dentro da prefeitura facilita a conexão entre as diferentes áreas e acelera a resolução de problemas. A implantação modular, com validação de cada camada antes da entrada de novos recursos, reduz riscos e permite aprimorar o sistema de forma progressiva.

Outro ponto é a combinação de diferentes fontes de informação. Relatos da população, dados de trânsito e informações de sensores e equipamentos podem ser cruzados para confirmar uma ocorrência antes do deslocamento de uma equipe. Em cidades que precisam tornar a gestão do trânsito mais eficiente, esse tipo de integração pode ajudar a transformar dados dispersos em uma ferramenta de decisão para a operação cotidiana.

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