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Com escultura monumental, mineiro Jorge dos Anjos homenageia o Rio São Francisco no Sesc Pompeia, em São Paulo

A exposição Riscadura de fogo – Jorge dos Anjos, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo, apresenta pela primeira vez uma obra que deve chamar a atenção do público mineiro: a instalação Sem título (2026), escultura monumental concebida como um portal em homenagem ao Rio São Francisco. Com 3,5 metros de altura, a peça foi desenvolvida por Jorge dos Anjos a partir de um desdobramento de outra grande obra sua, o Portal de Iemanjá, instalado na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte.

Produzida em chapas de aço cortadas e montadas, a obra apresenta signos associados aos orixás e surge como um espaço simbólico de travessia – ela se coloca simultaneamente como ponto de chegada e abertura para novos percursos, em diálogo direto com a arquitetura de Lina Bo Bardi no Sesc Pompeia.

Com curadoria de Lucas Menezes e pesquisa de Lorraine Mendes, Riscadura de Fogo – Jorge dos Anjos marca a primeira individual do artista mineiro em São Paulo e reúne mais de cinco décadas de sua produção. Além das esculturas de grande escala, o público pode conhecer pinturas, desenhos e vídeos na Área de Convivência do Sesc Pompeia.

A exposição evidencia a consistência de uma linguagem marcada pela relação entre matéria, gesto e memória – elementos recorrentes na obra de Jorge dos Anjos, como o uso do fogo como agente de transformação, aparecem aqui de forma contundente. A montagem propõe uma experiência aberta e sensível, aproximando o público dos processos construtivos do artista e reforçando o caráter imersivo da mostra, que também conta com um programa educativo abrangente, com visitas mediadas, oficinas e recursos de acessibilidade.

Sobre Jorge Luiz dos Anjos

Pintor, escultor e desenhista. Inicia sua formação artística precocemente, na Fundação de Arte de Ouro Preto, onde estuda com Nuno Mello, Ana Amélia e Amilcar de Castro. Ao longo de sua carreira participou de exposições individuais e coletivas em diversas instituições como Palácio das Artes (Belo Horizonte, MG), MAM-Rio, Bienal de Valencia (Espanha), Sesc São Paulo, MAM-Bahia, Musée Dapper (França), entre outras.

Seu trabalho está presente em importantes coleções como Instituto Inhotim e Pinacoteca de São Paulo. Além disso, possui obras em exibição permanente em locais públicos de grandes cidades brasileiras como a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, e o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Recentemente, uma de suas obras foi adquirida para compor o Acervo Sesc de Arte e encontra-se em exibição no Sesc Franca.

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