No dia 29 de setembro é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdício de Alimentos. A data chama atenção para a importância de rever hábitos e buscar formas mais conscientes de lidar com os alimentos.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), 1,05 bilhão de toneladas de alimentos foram desperdiçadas em 2022 no varejo, nos serviços de alimentação e nos domicílios. O volume corresponde a cerca de 19% dos alimentos disponíveis aos consumidores. As casas são responsáveis pela maior parcela desse desperdício: 631 milhões de toneladas, ou 60% do total.
Já de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), outros 13,3% dos alimentos são perdidos globalmente entre a produção e as etapas anteriores ao varejo. Somadas, as perdas e o desperdício também representam entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Mais planejamento, menos desperdício
O desperdício de alimentos pode começar antes mesmo de a comida chegar à panela. Comprar mais do que o necessário, não planejar as refeições, armazenar produtos de forma inadequada, preparar porções excessivas e esquecer alimentos na geladeira são comportamentos que, somados, contribuem para um problema de grandes proporções.
Segundo Aline Elizabeth da Silva, docente da Faculdade Senac de Gastronomia, integrante do Sistema Fecomércio MG, uma das principais estratégias para a redução de desperdício está no planejamento que antecede as compras.
“O primeiro passo é verificar o que já temos em casa. Depois, pensar nas refeições que pretendemos preparar e, a partir disso, elaborar a lista de compras. Isso ajuda a evitar compras excessivas e faz com que a quantidade adquirida seja mais compatível com o consumo da família. Inclusive, estocar grandes quantidades com a intenção de economizar pode ter o efeito contrário se esses alimentos não forem consumidos a tempo”, explica Aline.
Outro ponto de atenção é o pré-preparo de alimentos. Aline pontua que há vários erros que fazem parte das cozinhas domésticas. “Por exemplo, a carne crua não deve ser lavada antes do preparo. Quando fazemos isso, os respingos de água podem espalhar micro-organismos presentes no alimento para a pia, bancada, utensílios e até para outros alimentos, aumentando o risco de contaminação cruzada.”
Em termos de aproveitamento integral dos alimentos, a docente comenta que talos de salsa, coentro, espinafre e brócolis podem ser utilizados em caldos, sopas e refogados. Folhas de beterraba e nabo podem entrar em pesto, saladas e refogados. Algumas cascas de frutas podem ser utilizadas em bolos, doces e molhos; e cascas de determinados legumes e tubérculos podem entrar em caldos, chips e ensopados. Sementes comestíveis, como as de abóbora, também podem ser assadas.
Receita fácil e saborosa
A docente da Faculdade Senac de Gastronomia criou uma receita de bolinho de cascas e talos de legumes. Confira:
Ingredientes:
150g de talos e cascas de legumes
2 ovos
5 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 cebola pequena picada
1 colher (chá) de fermento em pó
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Óleo para fritar
Modo de preparo:
Lave as cascas e os talos e pique-os bem.
Em uma tigela, quebre os ovos e misture-os. Em seguida, adicione o restante dos ingredientes.
Com auxílio de uma colher, modele os bolinhos e coloque-os para fritar em óleo quente.
Escorra em papel absorvente e seu bolinho está pronto.
Porções: 16 bolinhos
Tempo de preparo: 30 minutos
Nível de dificuldade: fácil


