Belo Horizonte recebe, entre os dias 13 e 15 de março, a 13ª edição do Festival do Japão em Minas, considerado o maior evento de promoção da cultura japonesa no estado. A programação será realizada no Expominas, reunindo milhares de visitantes em uma imersão nas tradições, na gastronomia e nas expressões contemporâneas do Japão.
A cultura japonesa está cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros, influenciando diferentes gerações. Em Minas Gerais, o festival já se consolidou no calendário cultural e atrai público de diversas cidades. “As pessoas já nos perguntam quando será a próxima edição e chegam a sugerir que o festival aconteça duas vezes ao ano”, afirma a organizadora Yukari Hamada.
Imersão na cultura japonesa
A proposta do evento é proporcionar ao público uma experiência imersiva nos costumes e valores japoneses, além de estimular oportunidades de negócios e fortalecer os laços sociais, turísticos e econômicos entre Minas Gerais e o Japão.
“É divulgar uma parte da rica experiência nipônica no estado de Minas Gerais. Temos atividades genuinamente japonesas como o Nodateseki (Cerimônia do Chá), conceitos de jardins japoneses, gastronomia típica, oficinas e diversas experiências culturais”, destaca Yukari.
Nesta edição, o festival ocupará cerca de 32 mil metros quadrados e a expectativa é receber aproximadamente 38 mil visitantes. Para ampliar o conforto do público, o terceiro pavilhão do Expominas será dedicado exclusivamente à Praça de Alimentação, com uma grande variedade de pratos da culinária japonesa e mineira.
Jardins japoneses são o tema de 2026
Todos os anos o festival apresenta um tema central que destaca elementos da cultura japonesa. Em 2026, o destaque são os “Jardins Japoneses: Meditativo e Contemplativo”, que revelam a profundidade estética e espiritual desses espaços.
Inspirados em princípios do xintoísmo, do budismo e do zen, os jardins japoneses simbolizam a natureza em escala humana, combinando rochas, areia, água e vegetação de forma harmoniosa. A proposta é convidar os visitantes a experimentar um ambiente de contemplação, silêncio e conexão com a natureza.
Arte milenar da laca japonesa
Outro eixo temático da edição é o Urushi – a arte da laca japonesa, técnica milenar que utiliza a seiva natural da árvore da laca asiática para revestir peças com beleza e resistência.
Aplicada em múltiplas camadas sobre madeira, a técnica dá origem ao shikki, utensílios como tigelas, hashi e caixas de bento. Mais do que uma prática artesanal, o urushi representa a preservação de um saber tradicional que transforma objetos cotidianos em verdadeiras obras de arte.

Cultura pop também terá destaque
O festival contará ainda com a exposição “Ícones da Cultura Japonesa”, dedicada à influência contemporânea do Japão na cultura pop. A mostra apresenta como elementos tradicionais aparecem em animes, mangás, games e música.
Temas como o misticismo do xintoísmo, as estações do ano e símbolos tradicionais inspiram personagens, cenários e identidades visuais que conquistaram o mundo, mostrando como a cultura pop japonesa conecta tradição, arte e tecnologia.
Gastronomia e Cozinha Show
A gastronomia será um dos grandes atrativos do evento, com destaque para o espaço Cozinha Show, que apresentará doces japoneses tradicionais e contemporâneos.
O chef César Yukio, primeiro vencedor do MasterChef Confeitaria, conduzirá demonstrações de yogashi, doces japoneses com influência ocidental.
Já os tradicionais wagashi, doces servidos durante a cerimônia do chá, serão apresentados pela chef Cris Sampei. O uso do matchá em bebidas e receitas será demonstrado pelo chef Kazumine Nohara.
Durante o festival também será lançado o Café Sedai, com exportação para o mercado japonês, ampliando as conexões gastronômicas entre os dois países.
Seminário internacional sobre sustentabilidade
Entre as iniciativas especiais está o Seminário Internacional de Reciclagem Veicular e Economia Sustentável – REVES 2026, que reunirá especialistas, pesquisadores e representantes do setor público e privado para discutir inovação e sustentabilidade na reciclagem automotiva.
O seminário é resultado de um projeto piloto desenvolvido pela JICA em parceria com o CEFET-MG.
Programação cultural diversificada
Durante os três dias de evento, o público poderá participar de uma programação extensa que inclui:
- apresentações instrumentais e danças típicas
- oficinas de arte e origami
- oficinas de shodô, sashiko e oshibana
- espaço de cultura pop japonesa
- concursos de cosplay e Miss Nikkey
- campeonatos de hashi e wanage
- jogo “Acerte o Kanji”
- distribuição e sorteio de mudas de plantas
- área de compras e serviços.
Ingressos
Os ingressos já estão à venda com valores de R$20 (meia-entrada) e R$40 (inteira), com compra antecipada pela plataforma GoFree. Também haverá venda na portaria durante os dias do evento.
Na sexta-feira (13), o festival terá Happy Hour: das 18h30 às 20h30, os ingressos custarão R$20 para compras online na modalidade promocional.
O Festival do Japão em Minas 2026 conta com patrocínio da Vale e das empresas Denso e CBMM, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O evento também recebe apoio da Cemig e da Usiminas via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, além de emenda parlamentar do deputado federal Pedro Aihara.
A realização é do Escritório do Cônsul Honorário do Japão em Belo Horizonte, do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro, da Associação de Cooperação em Cultura e Tecnologia Brasil-Japão, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Ministério da Cultura.


