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Investimento social estratégico para o fortalecimento da educação

Mesmo com os avanços, a educação brasileira ainda enfrenta desafios graves de exclusão. Segundo a PNAD Contínua (IBGE), 8,7 milhões de jovens entre 19 e 29 anos não haviam concluído o Ensino Médio em 2024. Entre os brasileiros com 25 anos ou mais, cerca de 61 milhões não completaram sequer a educação básica. Os dados mostram que o acesso à educação ainda está distante da realidade de milhões de brasileiros.

Fortalecer quem está na linha de frente dessa missão — professores e gestores escolares — é uma necessidade estratégica. E isso passa também por apoiar as organizações que se dedicam a essa causa. É nesse contexto que o Movimento Bem Maior (MBM) lança um novo case de parceria com o Instituto iungo, organização social dedicada ao desenvolvimento profissional e valorização dos educadores.

O documento, disponível no site do MBM, demonstra como o investimento social privado pode ir além do financiamento pontual e se tornar alavanca para o fortalecimento institucional de organizações com potencial de impacto sistêmico em áreas fundamentais ao país, como a educação.

A construção do case se baseou em entrevistas com lideranças envolvidas, análise documental e revisão de ferramentas e metodologias utilizadas durante a jornada conjunta, como o diagnóstico de maturidade institucional e os Objetivos e Resultados-chave (OKRs).

Entre os destaques, estão aprendizados concretos sobre o que torna uma parceria eficaz entre organizações sociais e investidores. Os achados demonstram que relações baseadas em confiança, diálogo e alinhamento de propósito podem gerar impactos mais consistentes e sustentáveis no longo prazo.

“Nós sabíamos que apoiar o iungo seria não só investir em uma causa relevante, mas também em uma organização séria e consistente. O case evidencia que a confiança mútua permitiu avanços concretos em gestão, governança e escala de impacto.”, afirma Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior.

O estudo identifica avanços como a formalização do Conselho Deliberativo, a estruturação de uma diretoria executiva multidisciplinar, a implementação de processos internos robustos e o crescimento estratégico da equipe. Esses marcos fortaleceram a capacidade do iungo de operar com mais eficiência e de planejar sua atuação com foco em escala e impacto sistêmico.

De 2020 a 2024, o Instituto iungo mais que dobrou seu orçamento anual, expandiu de 2 para 9 financiadores, e multiplicou de forma expressiva seus resultados: passou de 4 mil para 339 mil educadores beneficiados, de 14 para 40 colaboradores, e ampliou sua atuação para uma presença nacional, com foco em oito estados da Amazônia Legal, além de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

“Ao longo de cinco anos, essa colaboração estruturou processos, elevou capacidades institucionais, inspirou novos modelos de atuação e ampliou significativamente o alcance do nosso impacto social. Essa ampliação vem acompanhada de uma solidez e de uma segurança que, inclusive, atraem mais investidores.”, destaca Paulo Andrade, presidente do Instituto iungo.

O documento completo pode ser acessado a partir de 26 de novembro em: movimentobemmaior.org/estudos-e-documentos.

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