Se antes pouco se falava em cirurgia íntima feminina, hoje ganha espaço nas conversas, nos consultórios médicos, no aumento da procura por estes procedimentos, com a quebra de tabus sobre a saúde sexual da mulher.
O Brasil lidera o ranking mundial. Estimativas da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética indicam que o número atual se aproxima de 30 mil procedimentos por ano no país, com ritmo de crescimento superior ao de outras categorias tradicionais de cirurgia plástica.
“Cuidar da região íntima é tratar da saúde integral da mulher”, diz a médica ginecologista Laís Carvalho, da Clínica Cavalieri, especializada em saúde da mulher, de Belo Horizonte.
Laís Carvalho explica que a cirurgia íntima engloba procedimentos que podem ter finalidade estética, funcional ou reparadora. Há ainda tecnologias, como laser vaginal, preenchedores, bioestimuladores, que tratam ressecamento, flacidez, aspecto da pele e desconfortos sem necessidade de corte.
“A cirurgia íntima não é apenas estética, muitas vezes ela devolve conforto, funcionalidade e qualidade de vida à mulher”.
Entre as mais realizadas, de acordo com a médica, estão a ninfoplastia (redução dos pequenos lábios), a perineoplastia (correção da musculatura e flacidez da entrada vaginal), a clitoroplastia (diminuição do excesso de pele do capuz clitoriano) e operações reparadoras pós-parto. Mas quem lidera é a ninfoplastia.

“Isso acontece porque o excesso de pele dos pequenos lábios pode causar desconforto ao usar roupas justas, praticar atividade física, durante a relação sexual, gerando dor, atrito, incômodo na manipulação da região e insatisfação estética”, diz.
Ela afirma que o importante é destacar que cada mulher tem uma anatomia única e nem todo volume ou assimetria pode ser indicação cirúrgica.
Por isso, a avaliação individual é essencial. “Não há um padrão estético ideal de vulva. Existe o que incomoda aquela mulher e impacta sua autoestima ou bem-estar”, diz Laís Carvalho. Ela acrescenta que os procedimentos são indicados quando há desconforto físico, impacto na vida sexual, baixa autoestima relacionada à região íntimas ou queixas como flacidez pós-parto.
“No caso do laser, é muito indicado para síndrome geniturinária da menopausa, ressecamento, incontinência urinária, fissuras vaginais e dor na relação”, explica a ginecologista.



