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Na contramão do Brasil, setor de serviços em Minas Gerais acelera 1,1% em novembro

O volume de serviços em Minas Gerais teve alta de 1,1% no mês de novembro em comparação com outubro quando registrou retração de -0,2%. As informações estão na análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, realizada com base nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Os serviços tiveram queda de -0,1% no país em novembro ante elevação de 0,4% em outubro.

A análise mostra que, na comparação anual, novembro de 2025 frente a novembro de 2024, o volume de serviços registrou elevação de 1,0% no estado. Esse incremento é maior do que o verificado na comparação entre novembro de 2024 e mesmo mês de 2023 que foi de 0,8%.  A média nacional, em novembro de 2025 frente a novembro de 2024, repetiu o desempenho de novembro de 2024 ante novembro 2023: 2,5%.

Já no acumulado do ano, janeiro a novembro de 2025, o volume de serviços foi a 0,3% no estado, menos intenso do que no mesmo período do ano passado, quando teve elevação de 2,0%. O acumulado do ano para o cenário nacional mostra aceleração de 2,7% em novembro.

Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG, observa que “o avanço de 1,1% no volume de serviços em Minas Gerais em novembro, após a leve retração registrada em outubro, reflete um desempenho superior ao do ano anterior, impulsionado principalmente pela aceleração dos serviços de informação e comunicação, que cresceram 3,6% no acumulado de 12 meses e representam 23% do indicador. Ainda assim, o ritmo geral permanece moderado, influenciado pela queda no grupo de “outros serviços”, que engloba setores como atividades imobiliárias, segmentos mais sensíveis aos impactos das taxas de juros elevadas,” explica a economista.

Nos últimos 12 meses – dezembro de 2024 a novembro de 2025 -, o volume de serviços aumentou 0,6% ante 2,0% verificado na mesma base de comparação em 2024. A média nacional ficou em 2,7% de crescimento nos últimos 12 meses.

No consolidado de 12 meses em Minas Gerais, o destaque ficou com o setor de “Serviços de Informação e Comunicação” que cresceu 3,6% e tem peso 23,00% do total do indicador. Por outro lado, “Outros Serviços”, com peso próximo a 7,0% do indicador, registrou desaceleração de -3,0% no acumulado de 12 meses.

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