A Orquestra Jovem das Gerais celebra um novo capítulo em sua trajetória de transformação social por meio da música. No dia 19 de março, reinaugurou sua sede, em Contagem, marcando a conclusão de um amplo processo de reforma e expansão do espaço onde desenvolve suas atividades educacionais e culturais.
A sede conta agora com 413,66m² de área construída, resultado de dois anos de obras. O projeto contemplou a reforma completa do primeiro e segundo andares, além da construção do terceiro e quarto pavimentos. “Ampliamos e modernizamos a estrutura física, proporcionando melhores condições para o atendimento e a realização das atividades, havendo possibilidade de atendimento a idosos”, assinala Renato Almeida, maestro e coordenador geral da orquestra.
Fundada em 1997 pelos músicos mineiros Renato Almeida e Rosiane Reis, a Orquestra Jovem das Gerais nasceu com a missão de democratizar o acesso à arte, à cultura e à educação musical para crianças e adolescentes de comunidades de baixa renda. Por meio da formação musical, busca desenvolver talentos e promover a formação cidadã dos jovens, contribuindo para sua inserção social e profissional.
Um dos seus principais patrocinadores é o Instituto Marina e Flávio Guimarães (IMFG), organização responsável por centralizar as ações sociais do Grupo Bmg. O patrocínio, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, fortalece a atuação da orquestra e amplia seu impacto social, permitindo que sejam atendidas hoje 500 crianças e adolescentes.
Impacto social
A orquestra vem realmente transformando vidas. Três alunas acabaram de ser aprovadas no curso de Música de universidades públicas: a violoncelista Eduarda Luiza Pereira e a violinista Beatriz Gonçalves Monteiro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a violinista Giovanna Sampaio na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).
“Meus maiores aprendizados na orquestra foram o companheirismo, o respeito, a humildade e a gratidão”, ressalta Eduarda. Sua colega Beatriz acrescenta: “Tive
professores incríveis, que me ensinaram a trabalhar em equipe, a entender o próximo e a reconhecer o quanto um projeto social pode mudar uma vida”.
Já o ex-aluno Thiago Rieverte, de 27 anos, hoje é professor de violino, flauta doce e musicalização. “Comecei cedo como aluno na orquestra e acabei me tornando professor. Assim como aconteceu comigo, busco inspirar sonhos e despertar caminhos e potenciais que, às vezes, nem o próprio aluno sabe que existem dentro dele.”
A orquestra oferece oficinas de instrumentos de cordas, como violino, viola clássica, violoncelo e contrabaixo acústico; instrumentos de sopro, como flauta doce, flauta transversal, clarinete, oboé, trompa e trompete; além de percussão. Mais de 1,6 mil alunos já passaram pela instituição desde sua fundação.



