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Rede Mater Dei realiza procedimento pulmonar inédito e devolve qualidade de vida a paciente

A Rede Mater Dei de Saúde realizou, na unidade Mater Dei Contorno, a primeira tromboendarterectomia pulmonar (TEP) de sua história, um dos procedimentos cardiovasculares mais complexos da medicina (saiba mais aqui). Ele é indicado para pacientes com hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC), que compromete gravemente a respiração e a capacidade funcional.

A cirurgia foi conduzida pelo cirurgião cardiovascular Dr. Cláudio Gelape e representou uma mudança radical na rotina de Luciene Hatada, de 58 anos, moradora de Varginha, que há meses convivia com cansaço extremo e falta de ar progressiva. Diagnosticada inicialmente com embolia pulmonar, ela não apresentava melhora clínica. “A cada três passos, ficava sem ar e com o coração acelerado”, relata.

Segundo o Dr. Cláudio Gelape, a tromboendarterectomia pulmonar exige uma condição cirúrgica extremamente delicada: para remover manualmente trombos antigos aderidos às artérias pulmonares, é necessário reduzir a temperatura corporal do paciente de 37°C para 20°C e induzir parada circulatória total.

“Os pulmões têm circulação dupla, e por isso é necessária a parada circulatória completa para que o cirurgião consiga acessar os trombos e retirá-los com precisão. O controle rigoroso da temperatura é decisivo para o sucesso da operação”, detalha o especialista.

Após ser transferida para Belo Horizonte, Luciene passou por investigação clínica conduzida pelos médicos do Serviço de Pneumologia da Rede Mater Dei. Sob acompanhamento do Dr. Bruno Horta, coordenador da especialidade, foi confirmado o diagnóstico de HPTEC – quadro em que trombos antigos e organizados obstruem as artérias pulmonares, elevam a pressão vascular e limitam drasticamente a qualidade de vida.

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Luciene Hatada – Divulgação

Indicada como tratamento curativo, a tromboendarterectomia pulmonar teve como objetivo reduzir a pressão pulmonar, melhorar a função cardíaca e restaurar a capacidade respiratória da paciente. “É uma cirurgia muito delicada, porque retira-se um trombo de dentro da artéria pulmonar. É exatamente ele que provoca o entupimento e impede o paciente de manter atividades simples do dia a dia”, explica Dr. Bruno Horta.

Com duração de aproximadamente sete horas, o procedimento mobilizou diferentes frentes assistenciais: equipe cirúrgica cardiovascular, anestesia do Grupo SAM, especialistas em ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) e terapia intensiva. A atuação integrada foi decisiva para o desfecho clínico.

De volta à região sul de Minas Gerais, a paciente segue em acompanhamento clínico, com redução gradual de medicamentos e evolução favorável. “Depois da cirurgia, comecei a recuperar quase sem incômodos. Ainda faço uso de oxigênio, canso um pouquinho, mas cada dia melhor. Eu estava ansiosa para passar por tudo isso, e passou. A cada dia me sinto mais recuperada”, conta.

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