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Tampinhas arrecadadas por estudantes ajudam a custear castrações de cães em comunidades da Grande BH

Tampinhas, de cores e tamanhos diversos, podem acabar esquecidas ou mal descartadas. Mas, em Belo Horizonte e Região Metropolitana, centenas dessas são destinadas a uma ação social que oferece atendimento veterinário a cães de tutores em situação de vulnerabilidade ou dificuldade socioeconômica. Neste semestre, aproximadamente 100 quilos de tampinhas já foram arrecadados.

Trata-se do projeto Una-se ao Morro, iniciativa desenvolvida pela professora Ana Carolina Maia e aplicada nos cursos de Medicina Veterinária da Una, nas unidades Barreiro e Contagem. Há quatro anos, estudantes, professores e comunidades se mobilizam na coleta dessas tampinhas, que são convertidas em recursos financeiros para a realização de castrações – realizadas em cerca de 20 cães machos a cada semestre. O dinheiro arrecadado com a venda das tampinhas  ainda não é suficiente para o atendimento às fêmeas e gatos, mas a equipe trabalha para ampliar o alcance da ação nos próximos anos.

O nome une a marca da instituição educacional a comunidades periféricas e morros da capital e arredores, pensando na importância de um serviço de qualidade que possa se espalhar por todos os espaços. Além do impacto sobre o meio ambiente, a partir da reciclagem, o projeto também contribui no controle populacional de animais na Grande BH.

Castramóvel

Embora os procedimentos aconteçam nas próprias unidades e tenham como foco o atendimento a cães de ONGs parceiras, o projeto planeja um castramóvel, que visitará uma comunidade selecionada pela instituição antecipadamente. “O projeto funciona como uma extensão universitária. Os alunos da Medicina Veterinária participam de todo o processo, desde as campanhas de arrecadação das tampinhas até treinamentos intensivos em técnicas operatórias, procedimentos pré e pós-operatórios, acessos venosos, suturas, cálculos de dose e receituário. No dia da ação, eles realizam as cirurgias sob supervisão dos professores, o que agrega imenso valor à formação acadêmica e profissional”, explica Nathália Monteiro, coordenadora de Medicina Veterinária da UNA Barreiro.

A coordenadora indica que a população também pode contribuir com a doação de materiais utilizados nos atendimentos, como luvas, seringas e medicamentos. A coleta acontece em forma de campanhas, com pontos nos dois campus. Neste semestre, o projeto também conta com parcerias com uma escola para arrecadar as tampinhas a partir de gincanas. “É importante destacar que toda a nossa equipe, incluindo professores de cirurgia e reprodução e equipe técnica, atua de forma voluntária para que o projeto aconteça. A ideia é que essa iniciativa ganhe cada vez mais força e possa ampliar o número de animais atendidos, garantindo também qualidade acadêmica e profissional aos nossos alunos”, afirma Nathália. 

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