O futuro do trabalho pode exigir domínio de tecnologias, mas o futuro da sociedade exige pessoas capazes de pensar sobre como e para que utilizá-las. É a partir dessa perspectiva que o Centro Universitário Una chega aos 65 anos, colocando no centro de sua formação o desenvolvimento de profissionais com pensamento crítico, responsabilidade social e capacidade de transformar conhecimento em soluções para um mundo mais sustentável.
Fundada em Belo Horizonte em 1961, a Una conta hoje com 18 campi em 14 cidades e mais de 200 cursos de graduação e pós-graduação. O aniversário chega num período de mudanças na educação e no mercado de trabalho, e a inteligência artificial é um dos exemplos mais visíveis delas. Para a instituição, a IA é uma ferramenta de aprendizagem e de trabalho, mas não substitui o que considera essencial na formação: a capacidade de questionar, fazer escolhas e compreender o impacto das próprias decisões.
“A inteligência artificial não substitui o professor, assim como não substitui o esforço intelectual do estudante. Formar para o futuro significa ensinar a usar a IA, mas também ensinar quando não usá-la”, diz o reitor da Una, Celso Peixoto Garcia.

Da sala de aula para o mercado
Na Una, o estudante não precisa chegar ao mercado para descobrir como funciona a profissão que escolheu. Currículos atualizados, projetos, estágios, trabalhos de campo e contato com profissionais da área fazem parte da formação desde o início. O componente curricular Vida & Carreira acompanha o aluno desde o primeiro período e reúne mentoria, internacionalização, extensão e empreendedorismo, para que cada estudante construa uma trajetória ligada aos próprios objetivos profissionais. Em 2025, 8.761 estudantes participaram de projetos de extensão da Una, o segundo maior número entre as marcas do Ecossistema Ânima, do qual a instituição faz parte.
A oferta de graduação vai da saúde, com Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Biomedicina e Psicologia, a cursos tradicionais como Direito, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia e Administração. Inclui também Relações Internacionais e cursos de computação e dados, como Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Big Data e Inteligência Analítica.
A prática passa ainda pela infraestrutura, com mais de 200 laboratórios, entre espaços exclusivos e multidisciplinares, além de bibliotecas, ambientes digitais e estruturas para atividades práticas. E chega à comunidade pela extensão. Em 2025, a Una registrou 273 atividades de extensão, entre projetos, cursos, eventos, oficinas e ações sociais, que beneficiaram mais de 112 mil pessoas. Foi o maior volume de atividades entre as marcas do Ecossistema Ânima.
Parte desse trabalho acontece no interior de Minas Gerais. Em Bom Despacho, foram 3.183 atendimentos no ano. Os cursos de Medicina Veterinária atenderam 754 animais, e em Itabira a clínica veterinária da Una é a única de médio porte da cidade.
Em Pouso Alegre, o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da Una fez 2.787 atendimentos em 2025. O NAF é um programa da Receita Federal em que estudantes de Ciências Contábeis orientam a população em questões fiscais. Com esse volume, o núcleo de Pouso Alegre ficou em 5º lugar entre os NAFs da Ânima e em 18º no ranking nacional.
Os dados são do Relatório de Valor Social Ânima – Programas Acadêmicos, ano-base 2025. No conjunto do ecossistema, os projetos de extensão mobilizaram 63.241 estudantes em 1.712 projetos e alcançaram mais de 1,3 milhão de pessoas.
“Quando falamos em investimento em educação, não estamos falando apenas de prédios, equipamentos ou tecnologia. Estamos falando de pessoas. Cada laboratório, cada projeto, cada professor, cada experiência prática e cada parceria com o mercado representa uma oportunidade para o aluno transformar conhecimento em competência”, afirma o reitor.
Um legado em construção
Ao longo de seis décadas e meia, a Una formou gerações de profissionais que hoje atuam em diferentes setores da economia. A instituição também está na origem de um dos maiores grupos de educação do país. A Ânima Educação começou em 2003 a partir da Una. Hoje o ecossistema reúne cerca de 350 mil estudantes, distribuídos em 17 instituições de ensino superior e aproximadamente 360 polos educacionais em todo o país.
“Mais do que contabilizar diplomas, a marca de 65 anos representa uma história construída a partir de pessoas, conhecimento e capacidade de adaptação”, diz o reitor.
Celebrar 65 anos, de acordo com Garcia, é reconhecer tudo o que foi construído, mas também assumir a responsabilidade pelo que ainda é necessário construir. O mercado de amanhã será diferente do mercado de hoje. “As profissões vão mudar, novas tecnologias vão surgir e novas necessidades sociais aparecerão. O nosso papel é continuar preparando pessoas capazes de aprender, reaprender e transformar”, conclui.


