Em homenagem ao Carnaval de rua de Belo Horizonte, que ganha mais força a cada ano e consolida a cidade como um dos principais polos da folia do país, a cantora Valéria Inês apresenta o single autoral “Pode me chamar que eu vou”, que está disponível nas plataformas digitais, como Deezer e Spotify.
A canção, com forte influência do axé dos anos 1990, começou a ser composta no final do ano passado e nasceu de forma bastante natural, segundo a cantora. “É um estilo que eu gosto muito e que ouço bastante”, diz.
Apaixonada por Carnaval e frequentadora assídua da tradicional festa em BH, Valéria sentiu falta de uma música que falasse diretamente da cidade. “A ideia foi retratar o chamado Carnaval central, aquele em que o público transita entre blocos, bairros e pontos tradicionais, especialmente onde historicamente se concentram os eventos”, explica.
A letra da canção cita locais emblemáticos, como a Praça da Estação, o bairro Floresta e a Praça da Liberdade, além de fazer uma homenagem ao Clube da Esquina, patrimônio imaterial da cidade, com referências sutis à música “Amor de Índio” (Beto Guedes) e “Rua Ramalhete” (Tavito). “Minha intenção foi escrever algo que tivesse a cara de BH, dos lugares mais conhecidos pela população local. Também é uma forma de divulgar a cidade”, conta.
A produção musical ficou por conta de Felipe Fantoni (Estúdio Leve Music), que foi responsável também pelos arranjos e pelas gravações de guitarra e baixo. O trabalho contou ainda com Léo Pires na bateria e Marcus Nogueira nos teclados.
“A música é alegre, tem identidade, mistura o axé com BH e com a energia do Carnaval da cidade. Ela representa bem esse encontro entre Minas e Bahia, tradição e festa”, resume a artista que cita um trecho da música.
Pode me chamar que eu vou, eu vou, eu vou pra Beagá com você, eu vou
Você nem me perguntou, mas eu vou, eu vou pra Beagá com você eu vou!
Quando a gente encontra um amor assim… Não deixa escapar da nossa mão, não!
Lá na Praça da Bandeira, eu entro num bloco…Pela Afonso Pena vou até a Feira
Pra poder te encontrar eu vou, eu vou…Eu vou correr por toda a Beagá
Vou descendo lá da Serra, te mando um bilhete…Onde o amor é sagrado e vem num ramalhete
Sobre Valéria Inês
Valéria Inês iniciou a trajetória musical no início dos anos 1990, com formação na Fundação de Educação Artística (FEA), em Belo Horizonte. Sua carreira é marcada por espetáculos autorais e temáticos que dialogam com diferentes estilos e referências musicais, como o encontro entre Beatles e Clube da Esquina, a música norte-americana, os clássicos dos anos 80 e repertórios internacionais cantados em vários idiomas. Entre seus trabalhos de destaque estão os shows “Esquinas de Liverpool”, “Mapa Mundi”, “Jambalaya”, “80” e “Fantástico”, sempre com direção artística de Babaya Morais e parcerias recorrentes com músicos como Felipe Fantoni e Lincoln Meireles.
Além dos espetáculos, Valéria lançou singles autorais e o álbum “Waiting”, em 2018, com canções em inglês influenciadas pelo pop rock, folk e baladas das décadas de 1960 e 1970. Paralelamente à música, investiu na formação acadêmica, com especializações em Texto Criativo e História da Arte pela PUC Minas, aprofundando sua relação com a escrita, a criação artística e o diálogo entre diferentes linguagens.
Nos últimos anos, a cantora manteve a produção de composições autorais e estreou, em dezembro de 2025, o show “Carpenters”, uma homenagem à dupla norte-americana que influenciou sua trajetória.


