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Venda de créditos em falências ganha força e surge como alternativa segura para credores

Nos últimos anos, um novo movimento tem ganhado espaço no universo jurídico e financeiro: a venda de créditos em processos de falência. Cada vez mais credores têm optado por negociar seus direitos com empresas especializadas, transformando a incerteza de um processo longo em dinheiro disponível de forma rápida e segura.

Uma das empresas que atuam nesse mercado é a Simcerto, especializada exclusivamente na compra de créditos oriundos de ações falimentares. Embora ainda desperte dúvidas em parte do público, o modelo é totalmente legal e amparado pelo ordenamento jurídico brasileiro.

A chamada cessão de crédito é regulada pelos artigos 286 a 298 do Código Civil e já foi amplamente reconhecida pelos principais tribunais do país, como STF, STJ e TST, o que confere segurança jurídica às operações.

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Bruno Puerto – Divulgação

Mas o que leva uma empresa a se interessar por esse tipo de ativo?

Segundo o cofundador da Simcerto, Bruno Puerto, trata-se de uma equação clara entre oportunidade e solução para o credor. “Ao adquirir créditos falimentares, conseguimos estruturar investimentos de longo prazo e dar liquidez imediata a quem, muitas vezes, esperaria anos ou até décadas por uma decisão judicial definitiva”, explica Puerto.

Para quem vende o crédito, o benefício é direto: trocar anos de espera por um recebimento imediato e garantido. Em muitos casos, processos de falência se arrastam por mais de dez anos, sem qualquer previsibilidade de pagamento.

A Simcerto se posiciona como uma alternativa prática a esse cenário. A empresa trabalha com prazo de pagamento de até 48 horas após a assinatura do contrato, um dos mais rápidos do mercado. “Assim que o contrato é assinado, o cliente tem 100% de garantia de que receberá o valor combinado. A cessão só se concretiza quando o dinheiro já está na conta do vendedor”, reforça Bruno Puerto.

A operação é estruturada com cláusulas de segurança que protegem o credor, além de atenção rigorosa à proteção de dados. A empresa solicita apenas as informações essenciais para formalizar o negócio e adota mecanismos de segurança digital para preservar a privacidade dos clientes.

Segundo Puerto, a trajetória da empresa ajuda a explicar a confiança do mercado:

“Já compramos mais de 600 créditos falimentares, e nosso site reúne dezenas de depoimentos de clientes que conseguiram encerrar processos antigos com tranquilidade e previsibilidade.”

Outro ponto que gera segurança é que o credor não precisa desembolsar qualquer valor para realizar a venda. Todo o trâmite é conduzido pela empresa de forma transparente, sem taxas ocultas ou cobranças inesperadas.

A relação com advogados também é tratada com clareza. Embora a negociação seja feita diretamente com o titular do crédito, a Simcerto se coloca à disposição para que o credor consulte seu advogado antes de concluir a operação.

Ainda assim, o receio de golpes ou de propostas abusivas é comum — e compreensível. Por isso, especialistas recomendam buscar informações públicas sobre a empresa e analisar cuidadosamente os contratos.

Nesse sentido, a Simcerto disponibiliza em seu site detalhes sobre sua atuação e seus processos de compra. Todas as tratativas são documentadas e os contratos enviados previamente para análise, sem qualquer tipo de pressão.

Para a empresa, o objetivo é claro: oferecer liquidez e previsibilidade a quem possui créditos em falências e prefere não aguardar o encerramento dos processos judiciais.

Esse tipo de operação tem atraído especialmente pequenos e médios credores, que veem na venda uma forma de reorganizar a vida financeira e encerrar um ciclo de espera muitas vezes frustrante.

“Não se trata de abrir mão de um direito, mas de transformar um ativo incerto em um valor real e imediato”, resume Bruno Puerto.

Com o amadurecimento do mercado e o avanço desse modelo, empresas como a Simcerto contribuem para trazer mais agilidade, transparência e segurança ao ecossistema de falências no Brasil. No fim das contas, vender um crédito judicial deixa de ser apenas uma decisão financeira — e passa a ser, também, uma escolha por previsibilidade e recomeço.

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