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MRV registra salto de 64% no número de engenheiras nos últimos 10 anos e consolida protagonismo feminino em áreas técnicas

O cenário da mão de obra na engenharia brasileira passa por uma transformação gradual e consistente. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) apontam um crescimento de 36% nos registros profissionais de mulheres nos últimos cinco anos. Elas já representam cerca de 20% dos profissionais cadastrados no órgão, o que equivale a mais de 240 mil mulheres atuando no setor em todo o país.  

Esse cenário também se reflete nas empresas brasileiras. A MRV, maior construtora da América Latina, registrou, nos últimos 10 anos, um crescimento na participação feminina em seu quadro de colaboradores. O número de engenheiras contratadas aumentou 64,5%, enquanto o total de mulheres na empresa cresceu quase 45%. O destaque fica para a presença feminina em cargos de liderança, que apresentou um salto de 89% no mesmo período, evidenciando o protagonismo cada vez maior das mulheres no setor. 

A evolução também é expressiva na base e nas áreas técnicas. Na última década, a companhia registrou um crescimento de 125,3% no número de auxiliares femininas e um aumento de 306,5% no total de analistas mulheres, consolidando um ambiente que valoriza a igualdade de gênero em todas as frentes de atuação. 

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Gabriela Louzada Miranda – Divulgação

Engenheiras da MRV: superando estigmas e gerenciando grandes equipes

A evolução do número de engenharias que trabalham na MRV ganha rosto e voz na trajetória de profissionais como Gabriela Louzada Miranda, 28 anos. Com cinco anos de MRV, ela iniciou sua trajetória na companhia como estagiária e hoje, como engenheira civil, lidera cerca de 80 colaboradores nas obras dos empreendimentos Lagoa dos Diamantes, em Lagoa Santa e Mirante do Castelo, em Belo Horizonte.  

Trabalho na MRV desde 2021 e tive a oportunidade de percorrer toda a jornada dentro da produção: comecei como estagiária, passei por auxiliar e analista, até assumir o cargo de engenheira de obras. Ao longo dessa trajetória, participei de nove obras e atualmente gerencio duas delas. Ser mulher e jovem na construção civil ainda traz desafios, mas também é uma oportunidade de mostrar, com trabalho e dedicação, a nossa capacidade de liderança. A cada etapa, seguimos conquistando espaço e contribuindo para transformar o setor“, afirma. 

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