Entre os dias 10 e 12 de abril, Lagoa Santa recebe a 4ª edição do Festival Viva África, encontro que se firmou como um dos principais eventos dedicados às expressões da diáspora africana na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante três dias, o público encontra cinema, música, gastronomia, literatura, debates, oficinas e feira criativa. A programação reforça o papel do festival como um dos espaços mais ativos de valorização da produção artística negra em Minas Gerais.
Realizado no Centro Cultural Casa Crioula, o Viva África se tornou ponto de encontro entre artistas, pesquisadores, educadores e público interessado em conhecer diferentes expressões culturais ligadas ao continente africano. A iniciativa amplia o acesso a produções artísticas e a reflexões contemporâneas sobre identidade, memória e circulação cultural entre territórios historicamente conectados.
Nos últimos anos, Lagoa Santa fortaleceu sua presença no circuito cultural da Região Metropolitana com iniciativas independentes que atraem público de Belo Horizonte e cidades vizinhas. O Viva África participa desse movimento ao transformar o espaço da Casa Crioula em um território de intercâmbio artístico e intelectual.
Durante três dias, o público participa de sessões de cinema dedicadas à produção africana, rodas de conversa, apresentações musicais, oficinas e experiências gastronômicas que revelam tradições culinárias do continente. A programação também valoriza artistas da diáspora africana e da cena cultural mineira, com encontros entre diferentes linguagens e trajetórias.
Entre os destaques estão o show do artista senegalês Mamour Ba e Filhos, referência na música tradicional africana; a apresentação de Sérgio Pererê e banda, compositor consagrado da música mineira contemporânea; e a participação do Samba de Senzala, grupo do Quilombo do Açude que preserva a tradição do samba de raiz em Minas Gerais. A programação inclui ainda DJs que representam diferentes territórios culturais, além de oficinas e experiências culinárias que aproximam o público da gastronomia africana.
O festival também dedica espaço à circulação de ideias e saberes por meio de lançamentos de livros, exposições e debates. Essas atividades reforçam a proposta de construir um ambiente de troca no qual cultura, pensamento crítico e convivência coletiva se encontram. E o público infantil não foi esquecido. O evento vai contar com oficina da Makamba Brincante, projeto cujo objetivo é resgatar as brincadeiras dos mais velhos e de raiz africana.
Idealizado pelo guineense João Paulo Esteves, fundador do Centro Cultural Casa Crioula, o Festival Viva África nasceu com a proposta de aproximar o público brasileiro de experiências culturais vivas do continente africano e da diáspora. Ao longo das edições, o projeto passou a funcionar como uma plataforma de intercâmbio artístico e cultural, que conecta artistas, educadores e pesquisadores em torno de um território comum de encontro. “A ideia sempre foi criar um espaço onde essas culturas possam se encontrar, dialogar e circular com liberdade“, afirma Esteves.

Programação:
Sexta-feira | 10 de abril
16h – Abertura + Feira Crioula
17h – Lançamento de livros e exposição
19h – Sessão de cinema (Guiné-Bissau)
20h – Roda de conversa
22h – Encerramento
Sábado | 11 de abril
09h – Abertura + Feira Crioula
10h – Oficina de culinária da Guiné-Bissau
12h – Almoço guineense (gratuito)
14h – Show Mamour Ba e Filhos (Senegal)
16h – DJ Henderson (Angola)
18h – Samba de Senzala (Quilombo do Açude)
22h – Encerramento
Domingo | 12 de abril
09h – Abertura + Feira Crioula
12h – Almoço com Acarajé da Flor (Lagoa Santa)
13h – Oficina com Macamba Brincante (BH)
14h – DJ Carol Blois (PA/AM)
16h – Show Sérgio Pererê e banda (BH)
18h – Encerramento



