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TpS alerta para riscos da desinformação após declaração da OMS sobre Ebola

A declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou o atual surto de Ebola como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, voltou a colocar em pauta a preparação global para epidemias e a importância da circulação de informações confiáveis em momentos de crise sanitária.

A medida, prevista no Regulamento Sanitário Internacional, busca reforçar a coordenação e resposta internacional diante de eventos que possam representar riscos à saúde pública em diferentes países. A classificação, no entanto, não significa ameaça iminente para todos os territórios, mas indica a necessidade de monitoramento e cooperação entre governos e organismos internacionais.

Atualmente, o surto permanece restrito à República Democrática do Congo e Uganda.

Para o Instituto Todos pela Saúde (ITpS), situações como essa também acendem um alerta para outro desafio recorrente em emergências em saúde pública: a desinformação. Em cenários de infodemia – quando há excesso de informações e, muitas delas, são falsas ou distorcidas – aumentam rumores e informações enganosas sobre transmissão, prevenção e riscos da doença, principalmente nas redes sociais e aplicativos de mensagem.

O Instituto reforça que a população deve buscar orientação em fontes oficiais e confiáveis, como o Ministério da Saúde, a OMS e instituições técnicas reconhecidas. A comunicação de risco qualificada é parte essencial da resposta a crises sanitárias.

O Brasil mantém suas estruturas permanentes de vigilância, preparação e resposta a emergências, especialmente em um cenário de intensa circulação global de pessoas e mercadorias.

Mais do que nunca, é importante a solidariedade mútua e o reforço ao multilateralismo.

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