Esta quinta-feira, 21 de maio, será marcada por uma grande celebração do choro brasileiro no Cine Theatro Brasil, no centro de Belo Horizonte. O Clube do Choro de Belo Horizonte (CCBH) se apresenta gratuitamente às 12h em frente ao Cine, no âmbito do projeto Praça Sete Instrumental. O show abre a programação comemorativa dos 20 anos do Clube, que acontece durante a Semana Nacional do Choro.
Realizado pela Associação Cine Theatro Brasil, o Praça Sete Instrumental leva apresentações musicais gratuitas, quinzenalmente às quintas-feiras, na entrada principal do Cine. O projeto é viabilizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio do Instituto Unimed-BH e da Vallourec, além do apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil.
Nesta semana, o público poderá assistir ao espetáculo “O Choro desta Cidade Sou Eu”, apresentado pelo grupo de mestres e aprendizes que integram o Clube do Choro de BH. Nele estão reunidos músicos com mais de 90 anos de idade, e longa trajetória no choro em Belo Horizonte, ao lado de artistas em processo de desenvolvimento.
Semanalmente, esse grupo realiza o “Choro do São Gê”, uma série de ensaios abertos ao público no Centro Cultural São Geraldo, promovendo o encontro entre músicos iniciantes e experientes em um ambiente aberto de troca de saberes, formação artística e convivência.
O concerto gratuito propõe um panorama sobre a história e a memória do choro brasileiro, gênero reconhecido pelo Iphan em 2024 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A apresentação reúne acordeom, bandolim, violão sete cordas, cavaquinho, pandeiro e flauta em um repertório que integra obras de pioneiros como Joaquim Antônio da Silva Calado, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, e clássicos de Pixinguinha, Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim.
“Este é um momento que podemos celebrar o choro como um patrimônio da nossa cidade, honrando a história de um gênero que nasce do encontro e da diversidade, no palco deste centro cultural no coração de Belo Horizonte. Assim, o Cine Theatro Brasil reafirma seu compromisso com a difusão cultural e com o incentivo aos talentos musicais da cidade”, comenta Eliane Parreiras, diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil.
Clube do Choro de Belo Horizonte
Criado a partir das rodas espontâneas realizadas desde 1993 no Bar do Bolão, no bairro Padre Eustáquio, o Clube do Choro de Belo Horizonte completa duas décadas reafirmando sua atuação contínua na preservação, difusão e valorização do gênero. O Clube ocupa diversos espaços culturais da cidade com apresentações, rodas, festivais e ações formativas que fortalecem o choro como patrimônio vivo da cultura brasileira.
Ao completar 20 anos, o Clube do Choro de BH estabeleceu o compromisso de promover ações visando colaborar para a salvaguarda do gênero e deste reconhecimento, com atividades capazes de, cada vez mais, preservar, divulgar, ampliar espaços e difundir o gênero musical em todos os locais possíveis. A proposta reforça o objetivo de manter viva a tradição das rodas de choro da cidade como espaço democrático de aprendizado e criação coletiva.
As comemorações do dia 21 de maio transformam o Cine Theatro Brasil em um grande ponto de encontro entre tradição, memória e renovação do choro, aproximando diferentes gerações de músicos e públicos em torno de um dos gêneros mais importantes da música brasileira.
Cine Theatro Brasil
Inaugurado em 1932 como um dos primeiros espaços dedicados ao cinema e ao teatro em Belo Horizonte, e, hoje, um dos únicos de sua época ainda em funcionamento, o Cine Theatro Brasil é uma instituição de difusão cultural multilinguagens de referência na capital mineira. Localizado na Praça Sete, o coração da cidade, o edifício icônico foi restaurado no seu estilo original francês art déco e é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Após mais de uma década desativado, entre 1999 e 2013, o espaço que acolhe artistas, eventos e públicos variados completa 13 anos reaberto em setembro de 2026, dando novos passos em direção à inovação e ao desenvolvimento institucional, projetando-o no cenário cultural brasileiro.


