Notícia

Exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”, em cartaz no CCBB BH, ultrapassa a marca de 200 mil visitantes

Belo Horizonte recebe até o próximo dia 22 de junho a programação da exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”. A mostra investiga os memes como forma de linguagem, crítica, afeto coletivo e produção estética. 

Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil de Instagram @newmemeseum, a mostra convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes – e irônicos – de narrar o Brasil contemporâneo.

“Memes não são só piadas. Eles são ferramentas políticas, culturais e afetivas. São como o Brasil elabora, disputa e contorna suas diferenças – sociais, raciais, de gênero, estéticas – em tempo real”, afirma Clarissa Diniz. “A exposição parte do humor para provocar: como estamos refazendo o país através de suas imagens mais debochadas?”.

“É impossível compreender o Brasil de hoje sem entender seus memes”, diz Ismael Monticelli. “Eles não apenas refletem a realidade, mas atuam sobre ela: produzem memória, disputam narrativa, geram pertencimento. Enquanto fazemos memes, os memes refazem o Brasil”.

A proposta curatorial rompe fronteiras entre o que é visto como “alta” e “baixa” cultura, reunindo nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, ao lado de criadores de conteúdo como Blogueirinha, Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.

A exposição “MEME: no Br@sil da memeficação” fica em cartaz até 22 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB-BH. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na internet ou na bilheteria.

O meme antes do meme

Organizada em cinco núcleos temáticosAo pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O eu proliferado e Combater ficção com ficção – tendo como prólogo um espaço tátil intitulado Alisa meu pelo e epílogo Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?, a mostra ocupa o pátio e o 3º andar do CCBB BH e possui cenografia imersiva e uma ampla diversidade de linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas.

“A exposição não tem a ambição de ser um inventário do humor nacional, mas investigar os memes como uma linguagem viva, que transborda a internet e afeta diretamente nossas formas de pensar, sentir e agir”, afirma Ismael Monticelli. “Eles são dispositivos de memória, de disputa e de pertencimento, que operam em altíssima velocidade e atravessam todas as camadas da vida social”.

“Queremos provocar o público a pensar: será que essa vocação memética do Brasil começou mesmo com os memes digitais?”, questiona Clarissa Diniz. “Ou será que ela já se anunciava no carnaval, nos bordões da TV, nas pichações e nos outdoors? O que acontece quando política, publicidade e arte se dobram aos formatos da zoeira?”.

Ao receber este projeto, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu papel como um espaço vivo de diálogo com as linguagens contemporâneas, valorizando a potência crítica, afetiva e estética que surge tanto das redes quanto das ruas. A mostra também reforça o compromisso do CCBB com a valorização da cultura brasileira em toda a sua diversidade, incluindo as expressões que nascem, se desenvolvem e se reinventam no ambiente digital.

“MEME: no Br@sil da memeficação” é uma produção da Patuá Produções, com patrocínio do Banco do Brasi e da BB Asset. Depois de Belo Horizonte, a exposição será apresentada no Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).

Deixe um comentário