Minas Gerais encerrou o mês com 8.922 novos empregos formais, resultado de 239.653 admissões e 230.731 desligamentos, segundo levantamento do Sebrae Minas, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis por 9.941 vagas, reafirmando o protagonismo dos pequenos negócios na geração de emprego e renda no estado. Em contrapartida, as médias e grandes empresas (MGE) registraram retração, encerrando o mês com saldo negativo de 1.167 vagas.
A agropecuária foi o setor de maior destaque, com saldo de 4.164 empregos no estado. As micro e pequenas empresas criaram 6.927 empregos (MGE tiveram saldo negativo), consolidando-se como o principal motor das contratações no setor agro no mês. O desempenho foi influenciado, principalmente, pelo início do pico da colheita do café. Nas MPE, o desempenho foi expressivo, com 7.590 vagas, refletindo diretamente a sazonalidade da colheita do café. Já as MGE fecharam o mês com saldo negativo nessa atividade.
O setor de Serviços apareceu na sequência, com 2.244 empregos, impulsionados principalmente pelas atividades de assistência social e atendimento hospitalar. A construção civil também manteve desempenho positivo, criando 1.949 vagas. Na contramão, o setor de Comércio praticamente ficou estagnado em maio, encerrando o mês com 36 vagas no saldo geral e fechamento de 114 postos nas micro e pequenas empresas.
No acumulado de janeiro a maio, o setor de Comércio continua sendo o único com desempenho negativo em Minas Gerais, registrando saldo de -3.095 empregos.
Entre as atividades econômicas, além do cultivo de café, destacaram-se os serviços de assistência social sem alojamento (+1.052), a construção de rodovias e ferrovias (+689), as atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto-socorro (+633), e a fabricação de automóveis, camionetas e utilitários (+545).
Belo Horizonte foi o município que mais gerou empregos formais, com saldo de 3.091 vagas, seguido por Betim (+1.164) e Patrocínio (+914), importante polo nacional da produção de café. Entre as micro e pequenas empresas, a capital mineira também liderou, com 1.184 empregos, seguida por Itabira (+719) e Patrocínio (+663).
O que esperar para os próximos meses?
“Embora o saldo de empregos formais em Minas Gerais tenha permanecido positivo em maio, o resultado reforça os sinais de moderação no ritmo de geração de vagas no mercado de trabalho. As micro e pequenas empresas (MPE) seguem desempenhando papel central na sustentação do emprego formal no estado. Em um ambiente econômico marcado por condições financeiras mais restritivas, custos elevados de capital, aumento do endividamento de famílias e empresas, e maior cautela nas decisões de consumo e investimento, os pequenos negócios têm demonstrado elevada capacidade de adaptação, preservando sua contribuição para a geração de empregos e reforçando sua importância estrutural para a economia mineira.
A continuidade da geração de empregos deverá depender, em grande medida, da resiliência das micro e pequenas empresas, do desempenho do setor de Serviços, principal empregador do estado, e da manutenção do consumo das famílias.
No curto prazo, a atividade agropecuária ainda contribui para impulsionar as contratações em função da colheita do café, contudo, com a redução desse efeito sazonal no segundo semestre, o fortalecimento dos pequenos negócios urbanos será decisivo para sustentar o ritmo de geração de empregos em Minas Gerais”, avalia a analista do Sebrae Minas Bárbara Castro.



