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Dia dos Pais deve impulsionar comércio e empresários apostam em crescimento das vendas

O comércio varejista de Minas Gerais chega ao Dia dos Pais de 2026 com perspectivas positivas e aposta na força da data comemorativa para impulsionar os negócios em um período tradicionalmente importante para diversos segmentos do varejo. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG revela que 87,5% dos empresários afirmam que a data provoca impacto nas vendas, demonstrando que o Dia dos Pais permanece como uma das principais oportunidades de faturamento do calendário comercial brasileiro.

O estudo também aponta que 43,7% dos empresários acreditam que as vendas serão melhores do que as registradas no ano passado, enquanto 34,7% esperam estabilidade e apenas 21,6% projetam resultados inferiores. O cenário reforça uma percepção de confiança do setor, especialmente diante da retomada gradual do consumo e da capacidade de adaptação das empresas às mudanças no comportamento dos consumidores.

Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, a pesquisa mostra que o empresariado inicia a temporada do Dia dos Pais com expectativas consistentes e planejamento voltado para ampliar as vendas. “Mesmo em um ambiente econômico que ainda exige cautela por parte das famílias, o empresário percebe que o Dia dos Pais continua despertando o consumo por seu forte componente afetivo. O presente representa mais do que uma compra: é uma forma de celebrar vínculos familiares. Essa característica torna a data menos sensível às oscilações conjunturais e ajuda a sustentar uma expectativa positiva para o comércio.”

O estudo revela que 59% dos empresários que esperam crescimento atribuem esse cenário ao próprio otimismo em relação ao mercado, enquanto 23,1% destacam o valor afetivo da data e 10,3% acreditam que haverá aumento natural do volume de vendas. Na avaliação de Gabriela Martins, essa combinação evidencia que a confiança dos empresários está associada tanto às condições do mercado quanto ao comportamento tradicional dos consumidores. “O Dia dos Pais reúne esse aspecto emocional com estratégias comerciais bastante competitivas, criando um ambiente favorável para o varejo. Quando o empresário investe em promoções, comunicação e atendimento, ele amplia as possibilidades de converter esse interesse em vendas.” Outro indicador relevante mostra que 83,5% dos empresários acreditam que os consumidores deixarão as compras para a semana que antecede o Dia dos Pais. O comportamento reforça uma característica já observada em outras pesquisas da Fecomércio MG: o consumidor brasileiro costuma concentrar suas compras nos dias imediatamente anteriores às datas comemorativas, o que exige das empresas estoques preparados, equipes treinadas e campanhas promocionais intensificadas nesse período.

A expectativa também é de que o cartão de crédito permaneça como a principal forma de pagamento, acompanhado pelo Pix, refletindo a combinação entre facilidade de parcelamento e rapidez nas transações. Em relação aos gastos, 46,2% dos empresários estimam que o consumidor desembolse entre R$ 70,01 e R$ 200 por presente, indicando uma busca por produtos de valor intermediário, capazes de equilibrar qualidade e orçamento familiar. Um dos fatores que ajudam a explicar a expectativa positiva do setor é o esforço das empresas para tornar a experiência de compra mais atrativa. A pesquisa mostra que 26,9% dos empresários investirão em promoções, enquanto 26,1% reforçarão as divulgações em redes sociais e 23% apostarão em atendimento diferenciado como estratégia para ampliar o fluxo de consumidores. Também aparecem entre as ações descontos, diversificação do mix de produtos, facilidades de pagamento, liquidações e brindes. Segundo Gabriela Martins, o varejo tem investido em iniciativas que vão além da redução de preços. “O consumidor está cada vez mais atento à experiência de compra. Promoções continuam sendo importantes, mas elas passaram a ser acompanhadas por um atendimento mais qualificado, maior presença digital e ações de relacionamento. Hoje, competir significa oferecer conveniência, informação e confiança durante toda a jornada de compra.”

A pesquisa também mostra que 40,9% das empresas investiram ou investirão em produtos específicos para a data. As roupas aparecem como os itens com maior aposta dos comerciantes, seguidas por kits e cestas, bebidas, carnes, calçados, cosméticos, perfumes e joias. A pesquisa revela que muitos empresários procuram adequar seus estoques ao perfil de consumo típico do Dia dos Pais, oferecendo alternativas para diferentes faixas de renda.

Outro aspecto que ganha espaço no comércio mineiro é a integração entre as vendas presenciais e os canais digitais. Entre as empresas impactadas pela data, 55,6% já realizam vendas on-line, demonstrando que a presença digital deixou de ser uma tendência para se consolidar como estratégia permanente do varejo. O WhatsApp é utilizado por 88,1% dessas empresas, seguido pelo Instagram, que aparece em segundo lugar como ferramenta de relacionamento e comercialização. Para Gabriela Martins, a digitalização ampliou o alcance dos pequenos e médios negócios e fortaleceu a competitividade do comércio mineiro. “O ambiente digital passou a complementar a loja física. Muitos consumidores pesquisam produtos, negociam preços e até fecham a compra pelos aplicativos de mensagem ou pelas redes sociais antes de irem ao estabelecimento. Essa integração entre os canais aumenta as oportunidades de venda e aproxima ainda mais as empresas dos clientes.”

Apesar do cenário favorável, parte dos empresários permanece cautelosa. Entre aqueles que projetam desempenho inferior ao do ano passado, os principais fatores apontados são o endividamento das famílias (29,9%), o comportamento mais cauteloso dos consumidores (27,3%) e as incertezas da economia (19,5%). Esses indicadores mostram que, embora exista confiança no potencial da data, o varejo acompanha de perto os efeitos das condições financeiras das famílias sobre as decisões de consumo.

Na avaliação da economista, esses desafios não anulam o potencial da data, mas reforçam a importância de estratégias comerciais bem planejadas. “O consumidor continua pesquisando preços, comparando condições de pagamento e avaliando cuidadosamente seu orçamento. Isso exige que o empresário seja competitivo e ofereça diferenciais capazes de agregar valor ao produto ou ao serviço. A boa notícia é que o comércio mineiro demonstra estar preparado para esse cenário.”

Outro dado que chama atenção é que o impacto do Dia dos Pais supera 80% em todas as regiões pesquisadas de Minas Gerais, evidenciando a força da data em diferentes mercados do estado. Independentemente do porte da cidade ou da atividade econômica predominante, o comércio percebe no período uma oportunidade importante para aumentar o faturamento e fortalecer o relacionamento com os consumidores.

A pesquisa da Fecomércio MG reforça que o Dia dos Pais permanece como uma das principais datas do calendário do varejo nacional. Além de estimular as vendas em segmentos tradicionalmente ligados aos presentes masculinos, como vestuário, calçados, perfumaria, eletroeletrônicos e artigos esportivos, a comemoração coincide com o período de liquidações de inverno, ampliando as oportunidades para consumidores e empresários. Nesse contexto, o setor chega ao mês de agosto com perspectivas positivas, sustentadas pela combinação entre planejamento empresarial, diversificação dos canais de venda e o forte apelo afetivo que caracteriza a data.

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