Em apenas três anos de atuação, a Aurora Saúde se prepara para dar um novo salto em sua trajetória. A operadora mineira projeta encerrar 2026 com 43 mil beneficiários, mais que dobrar sua carteira de clientes, e atingir um faturamento de R$70 milhões no período.
O planejamento para os próximos anos é ainda mais ambicioso: ultrapassar a marca de 100 mil vidas até 2028, consolidando-se entre as operadoras de grande porte do país.
Para sustentar esse crescimento, a operadora lançará, no último trimestre deste ano, a Jornada 2.0, uma evolução do modelo assistencial que amplia o conceito de medicina preventiva e cuidado integral.
O programa incorpora iniciativas voltadas à saúde mental, atividade física, alimentação, bem-estar e tecnologia. E reforçam uma estratégia adotada desde a criação da empresa, em 2023, quando esse formato ainda caminhava na contramão de boa parte do segmento de saúde suplementar.
“O mercado sempre falou muito sobre prevenção, mas, na prática, a assistência continuou sendo acionada quando a doença já estava instalada” afirma Marcela Meneses, co-fundadora e CEO da Aurora Saúde.

“Nós escolhemos inverter essa lógica desde o primeiro dia de operação. Agora, queremos dar mais um passo e ampliar o conceito de cuidado, olhando para a saúde de forma ainda mais integral.”
Segundo a executiva, iniciar um negócio com esse posicionamento representou um desafio significativo. Além de competir em um ambiente dominado por grandes grupos nacionais, foi preciso conquistar a confiança de clientes e empresas em um momento marcado por intensas fusões e aquisições no setor, que geraram insegurança em relação às operadoras de menor porte.
Hoje, além de Minas Gerais, a operadora já atua no Pará e no Maranhão e estuda novas oportunidades em outros estados.
“Entramos em um cenário extremamente tradicional, baseado em rede credenciada e preço. Apostamos em um modelo diferente, com tecnologia e acompanhamento contínuo da saúde. No início, parecia um caminho mais difícil, mas agora vemos o próprio mercado incorporando conceitos que defendemos desde a fundação da Aurora”, afirma Meneses.
A estratégia também exigiu investimentos relevantes em tecnologia. Desde o início da operação, a Aurora estruturou processos altamente digitalizados, capazes de identificar fatores de risco, acompanhar indicadores clínicos e reduzir pontos de atrito na jornada do beneficiário. “A proposta é substituir um modelo reativo por uma assistência mais inteligente, eficiente e personalizada”, garante Marcela.



