A Rede Mater Dei de Saúde encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões. O valor representa um aumento de 24% em relação aos R$ 36 milhões registrados no primeiro trimestre do ano (1T26) e de 66% sobre os R$ 27 milhões reportados no mesmo período do ano anterior (2T25). Com isso, a margem líquida ajustada alcançou 7,3% no período.
O resultado demonstra a consistência da estratégia e da eficiência operacional da marca, que acaba de completar 46 anos, em uma trajetória resiliente de recuperação e crescimento de seus resultados.
A receita líquida da companhia alcançou R$ 614 milhões no 2T26. O EBITDA ajustado acompanhou o ritmo de aceleração, totalizando R$ 139 milhões – um avanço de 7% frente aos R$ 130 milhões do 1T26 e de 20% aos R$ 115 milhões contabilizados no 2T25, sendo o sexto trimestre consecutivo de crescimento do indicador. Em decorrência dessa performance, a companhia obteve uma expansão de 1,5 ponto percentual na sua margem EBITDA na comparação anual, passando de 21,1% (2T25) para 22,6% (2T26).
A evolução financeira da Rede é ancorada em sólidos indicadores operacionais. A taxa de ocupação dos leitos da companhia alcançou 83,9% no trimestre, registrando o atendimento a mais de 87,7 mil pacientes-dia. Essa alta taxa de ocupação contribui para uma margem bruta num patamar mais elevado, referendando a eficiência operacional da companhia.
Para José Henrique Salvador, CEO da companhia, o momento reflete o acerto no direcionamento do negócio. “Nossos resultados neste segundo trimestre refletem a consolidação de motores essenciais da nossa estratégia: a atração de equipes médicas de altíssima qualidade, a capacidade de operarmos os hospitais com eficiência e ao mesmo tempo promovendo o encantamento dos pacientes, além do amadurecimento desproporcional de alguns hospitais e da tese da oncologia”, destaca o executivo, exemplificando que o Mater Dei Salvador demonstrou crescimento contínuo da ocupação, superando impactos sazonais históricos do setor na região, como o período das festividades de São João.
A rede também obteve avanços importantes na adoção de tecnologias, como a expansão do uso da cirurgia robótica e a implementação de uma ferramenta de inteligência artificial para apoiar os médicos na elaboração de prontuários eletrônicos.
“Estamos provando que é possível crescer com qualidade de forma orgânica oferecendo um modelo de excelência que atrai os melhores profissionais do mercado para a nossa rede. Temos um modelo de operar os hospitais cada vez mais robusto e perene, preparado para entregar a melhor assistência médica, e ao mesmo tempo as customizações necessárias para melhor atender os nossos pacientes”, celebra o CEO José Henrique.
Para sustentar esse ritmo, a companhia mantém uma gestão de capital rigorosa. Refletindo a saudável geração de caixa no trimestre, a Rede Mater Dei exerceu, no dia 20 de julho, o pré-pagamento de uma debênture no valor de R$ 200 milhões.
Segundo o CFO da empresa, Rafael Cordeiro, a operação demonstra confiança no negócio. “A segurança no nosso caixa, baseado no track recorde recente e aliado a expectativa positiva de geração, nos possibilitaram exercer esse pré-pagamento, reduzindo nossa dívida bruta e mostrando a capacidade da companhia em operar nesse cenário macroeconômico desafiador de juros altos, mantendo um nível de crédito excelente no mercado. Outro ponto importante a destacar é o crescimento do nosso ROIC, indicador chave que temos como meta buscar uma evolução constante, maturando os investimentos feitos na Rede Mater Dei”, aponta o executivo.
Além dos fortes resultados operacionais, a Rede segue com seu planejamento de expansão para a capital paulista. A perspectiva é que as obras do novo hospital no bairro de Santana, em São Paulo, sejam iniciadas em setembro, com previsão de entrega para 2029.
O balanço completo do 2° trimestre está disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no site de Relações com Investidores da Mater Dei: ri.materdei.com.br.



