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AIC cria “Núcleo de Formação e Memória” e entrega mapeamento de saberes e práticas ancestrais de mulheres negras

As pesquisas de mapeamento de saberes e práticas ancestrais são fundamentais porque protegem a memória cultural e garantem que conhecimentos transmitidos oralmente não desapareçam e cria pontes de aprendizado entre os jovens e os guardiões dos saberes antigos das comunidades tradicionais. Por isso, a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs entregará o mapeamento de saberes e práticas ancestrais de mulheres negras durante o seminário, que será realizado no sábado, dia 29 de agosto, às 9h30,  no Conservatório UFMG,  rua Guajajaras, 100  – Centro,  em Belo Horizonte.  Na oportunidade, a Professora Rosália  Diogo fará  palestra sobre Mulheres negras cultura ancestral e Empoderamento. 

Ela também é curadora de Artes e do Instituto Cultural Casarão das Artes Negras. Diretora de Redação da Revista Canjerê.  Jornalista. Ativista cultural.  Mestra em Psicologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Doutora em Letras/Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/PUC. Pós-doutora em Antropologia pela Universidade de Barcelona. Também foi professora visitante da Universidade Eduardo Mondlane ( Moçambique), entre 2024 e 2025. O seminário consiste na culminância de registro e multiplicação deste projeto e nele as participantes compartilharão seus aprendizados, experiências e receberão os certificados de participação. Para ter acesso ao seminário é necessário fazer inscrição prévia através do link: https://forms.gle/doaPuoUhegyPcRSf6

Outra ação que também compõe  a culminância do mapeamento  será atividade  que será realizada com crianças para que elas também criem seus mapas territoriais. Durante a atividade serão aplicadas duas tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB, sendo uma delas a “Pedagogia da Ciranda”, uma a roda interativa como metodologia ativa; e a outra a ‘Pedagogia da Roda”, ambas cadastradas na plataforma “Transforma”.  A ação, que  acontece no dia 2 de setembro, no CIAME Flamengo, visa garantir a continuidade das tradições, o fortalecimento da identidade e a passagem de saberes entre gerações.Tanto o Seminário quanto às atividades com as crianças terão registro audiovisual. 

O mapeamentofoi realizado por meio do projeto “Mulheres Negras, Cultura Ancestral: Núcleo de Formação Memória em Belo Horizonte, em parceria com a Fundação Banco do Brasil por meio do edital “Empoderamento Socioeconômico das Mulheres Negras”, o  projeto objetiva a valorização de identidades ancestrais afro-brasileiras, fortalecimento de coletivos culturais, promoção do empoderamento socioeconômico, comunitário e construiu um programa de formação em saberes, práticas e fazeres específicos ligados à memória ancestral afro-brasileira.

“Foi lindo coordenar a construção do “Núcleo de Formação e Memória” e do “Mapa de saberes ancestrais”.  Nós, mulheres negras, fomos protagonistas na construção deste projeto.  A trajetória destas mulheres foi regada a empoderamento, reconhecimento, fortalecimento. Agora vamos dar visibilidade ao conhecimento e as práticas ancestrais que foram mapeadas através do seminário e da atividade com as crianças”, explica Cláudia Magno, coordenadora do projeto “Mulheres Negras, Cultura Ancestral: Núcleo de Formação e Memória em Belo Horizonte”.

WhatsApp-Image-2026-08-28-at-17.51.23-1_Easy-Resize.com_-1024x682 AIC cria “Núcleo de Formação e Memória” e entrega mapeamento de saberes e práticas ancestrais de mulheres negras
Crédito: Duda Moreira/Divulgação

Como foram os seis meses de desenvolvimento do projeto?

Além do seminário e da ação com as crianças, o projeto “Mulheres Negras, Cultura Ancestral: Núcleo de Formação Memória em Belo Horizonte” foi realizado por meio de diversas atividades, que contribuíram para valorizar a existências das mulheres negras no mundo, a partir de suas memórias ancestrais e de suas heranças culturais afro-brasileiras.  “Fizeram parte das etapas do projeto, a pesquisa e mapeamento, cinco encontros de formação, e como contrapartida  aulas virtuais sobre escrita de projetos e formalização para grupos de mulheres negras”, enumera  Cláudia Magno, coordenadora de projetos da AIC.

Para criar a pesquisa e mapeamento de saberes foi instalado o Núcleo de Formação e Memória de BH, composto por mulheres representantes de 10 grupos e comunidades tradicionais de Belo Horizonte, localizados em território de periferia e/ou regiões de elevada vulnerabilidade social, e cada uma delas indicou outras duas para participar do Núcleo. Em parceria com as lideranças ativas desses grupos de referência, essas 30 mulheres e a equipe da AIC construíram um programa de formação em práticas e tradições da ancestralidade que alimentaram as atividades culturais, sociais e econômicas desses grupos.

A partir, portanto, das atividades propostas, o projeto constituiu um reforço inestimável para as ações de elaboração histórica e de resistência cultural ligadas às mulheres negras. Ele busca não apenas celebrar a herança ancestral delas, enquanto lideranças e referências culturais para as suas comunidades, como também fortalecer voz, presença e a influência delas nos espaços que ocupam. 

Para concluir,  Cláudia Magno, coordenadora do projeto, afirma que as formações proporcionaram um espaço seguro e inclusivo para o compartilhamento de saberes, fortalecendo a identidade cultural, promoção do empoderamento pessoal e coletivo dessas mulheres.  “Tais atividades, cabe frisar, valorizaram a existência das mulheres negras no mundo, a partir de suas memórias ancestrais e de suas heranças culturais afro-brasileiras”, finaliza.

Sobre a AIC– Promover o desenvolvimento humano pleno de sujeitos e comunidades é o horizonte que norteia o trabalho da AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs, organização sem fins lucrativos que soma 31 anos de atuação em cinco grandes áreas: mobilização social, educação, cultura, juventudes e fortalecimento da sociedade civil.  Junto a uma rede de mais de 600 entidades parceiras, a AIC realiza variados projetos e programas sociais voltados para a construção da cidadania. Seu trabalho já obteve o reconhecimento de mais de 50 prêmios nacionais e internacionais, concedidos por organizações como ONU Cidades, Unicef e Unesco.

Sobre o edital “Empoderamento Socioeconômico das Mulheres Negras” – O edital é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em consonância com o Protocolo de Intenções assinado entre o Banco do Brasil e o Governo Federal, por meio do Ministério da Igualdade Racial, que prevê a troca de experiências e o apoio mútuo para fixar diretrizes e ampliar ações afirmativas de raça e gênero, promovendo o respeito à diversidade. O objeto do edital é a seleção de projetos sociais destinados ao empoderamento socioeconômico de mulheres negras, ao fortalecimento da cultura e das organizações e coletivos liderados por elas de acordo com os eixos temáticos, bem como demais requisitos constantes do Edital.

Sobre a Fundação Banco do Brasil – Com trajetória de quatro décadas, a Fundação BB atua em todo o território nacional promovendo inclusão socioprodutiva, educação, meio ambiente e desenvolvimento territorial, com foco em fortalecer iniciativas de impacto socioambiental positivo. Os resultados mais recentes reforçam o compromisso da instituição com uma atuação transformadora, conectada às necessidades dos territórios e orientada pelos princípios de equidade, sustentabilidade e inovação social.

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