O UniBH cederá as estruturas para a primeira turma em Belo Horizonte do Cozinha do Amanhã, programa gratuito de formação em gastronomia do Instituto Capim Santo. A iniciativa chega à capital mineira em parceria com o Instituto Localiza e abre 20 vagas – com inscrições até o dia 31 de agosto – para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Serão duas turmas de 100 horas cada. A primeira começa dia 3 de setembro e a segunda está prevista para outubro.
Podem se inscrever pessoas a partir de 18 anos, residentes da capital, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e com interesse em gerar renda por meio da gastronomia. As aulas acontecerão às terças, quintas e sextas-feiras. O conteúdo lecionado incluirá boas práticas de manipulação, controle e redução de resíduos, aproveitamento integral dos alimentos e preparação para o ambiente profissional. Entre as metas do Instituto para Belo Horizonte estão manter a desistência abaixo de 15% e levar 80% dos participantes a um aumento de renda após a formação.
Para o reitor do UniBH, Guilherme Guerra, a parceria coloca a estrutura da universidade a serviço da formação profissional e da geração de renda. “Ao receber o Cozinha do Amanhã em nossos espaços, colocamos nossa estrutura a serviço de uma iniciativa que promove formação profissional, inclusão produtiva e geração de renda. É uma parceria que traduz o nosso propósito de ampliar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento das pessoas e da cidade de Belo Horizonte”, afirma.
Resultados do programa
Fundado há quase 17 anos, o Instituto Capim Santo já emitiu mais de 15,5 mil certificados em gastronomia em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Porto Alegre. A formação combina técnicas de cozinha com conteúdos de sustentabilidade, preparo para o mercado de trabalho e empreendedorismo.
Em 2025, o Cozinha do Amanhã certificou 555 pessoas. Do total, 91% eram mulheres e 82% se declararam pretas ou pardas. Antes do curso, quatro em cada dez alunos geravam renda. Depois da formação, esse número passou para cinco em cada dez. A renda média dos participantes cresceu 88% e a nota de satisfação com o curso chegou a 9,67, em uma escala de 0 a 10.



